E mais um ano chegando e eu aqui esperando que as mudanças que quero pra minha vida cheguem. Que a maturidade tome conta de mim do que eu sou e que eu aprenda a ter e dar valor pro que deve ser valorizado e que eu consiga deixar pra trás o que tem que ser deixado.
Neste novo ano quero que tudo seja completo. Nada de restos, retalhos, migalhas ou pedaços. Minha esperança é que nada me apareça pela metade. Como diz a música, quero que quando eu ficar triste, que seja por um dia e não um ano inteiro. Quero ter um ano mais feliz.
Há cada 4 anos meu aniversário coincide com a Copa e é estranho e gostoso ver que isso transforma as pessoas. Vivemos estes dias como se nada importasse além da bola. Todo dia é motivo pra festa, cada jogo é um evento. E sempre lembro do meu aniversário assim há cada 4 anos. Gosto desse clima que faz com que os eventos sejam mais importantes que a minha data. Tenho um sentimento de ter responsabilidade em estar bem a cada ano que passa. E quando isso não coincide muito com o que estou vivendo, me sinto muito incapaz.
Apesar de dolorido, este ano tem sido revelador. Conheci grandes sentimentos. Grande amor, grandes e deliciosas amizades, grandes decepções com outras amizades, grandes reencontros com amizades antigas, grandes desafios profissionais, grandes aproximações e e realizações. Muito mais motivos pra agradecer do que pra reclamar.
E ainda assim, eu reclamo. Acabo de ler: Coisas boas acontecem o tempo inteiro, mas a mente registra com mais firmeza os eventos ruins. Sabe por que? Porque você não agradece devidamente quando algo bom acontece: o agradecimento marca a memória do evento.
Que eu tente então, ao contrário dos outros anos, comemorar de verdade mais este ano de vida que eu amo viver.
Costumo sempre falar de mim. Do que penso, do que sou. Me peguei pensando em como seria se eu fosse o outro, diante de tantas decisões tomadas por mim que causam dores, mudanças, medos. Tenho sim curiosidade em saber como é o outro lado. Costumo ser transparente e é sempre muito fácil saber o que eu penso. Mas e o outro lado? Penso em tão no que eu pensaria. E logo me vem uma música à cabeça, se eu tivesse cometido erros, ou apenas andado por caminhos que não devesse...
Acho que meu primeiro pensamento seria: há ainda tempo? Diante dos nossos erros, será que a paciência, a tolerância do outro ainda suporta? Pensaria que havia coisas que eram óbvias até a uma criança. Como eu poderia não ter visto que causaria o dano, a dor? Será mesmo que eu não sabia que perder o que eu tinha seria recuperar toda a falta de paz que eu tinha? A falta em si. A morte da esperança. Ficaria pensando... O que eu havia dado ao outro tinha sido tão pouco. Ou quase nada.
Quando notasse que sim, acabou todo o tempo, e que o cristal quebrado não poderia mais ser refeito, pensaria que haveria perdido o melhor amigo e amor. E tudo porque apenas eu o deixei ir embora. Tudo por culpa minha. E acho que isso me deixaria sim triste e infeliz. Pensaria que eu daria tudo pra voltar atrás e tentar fazer diferente. Iria tentar entender, porque, meu Deus, porquê eu tinha de ter feito tudo de mal pra quem eu amava tanto? Perceberia que...
eu não sairia impune dos meus erros. Que o outro tem princípios, tem inteligência e que é horrível e triste de admitir, mas eu fui muito mau. E perceber que agora tudo que era amor pra mim são lágrimas, que às vezes eu finjo que não choro, mas que me atormentam a cada lembrança.
E relembraria que nada tenho mais para argumentar, para convencer, para tentar. O outro estaria leve, sem culpa, sem remorsos. Eu saberia que ele havia feito de tudo. Implorou, pediu, tentou. A tranquilidade do outro diante do meu sofrimento ampliaria a minha dor. Mas no fundo eu saberia. Ele só está tranquilo por que fez realmente o que pôde. Eu não iria desistir de tentar. Mas entenderia que já fiz muito mal a quem eu amava e deixaria ele seguir em frente, como uma última e talvez única prova de amor. Não poderia mais expor alguém que me havia sido tão bom a tanto sofrimento. E isso me traria dor. Sim. Mas seria minha decisão final, afinal o outro já haveria dito adeus.
Eu quereria pedir pra ficar... Mas nada iria adiantar. Ia prometer melhorar. Mas quem iria acreditar?Entenderia que eu podia ter errado, e ser perdoado. Mas fiz o outro sangrar. Não há mais como recomeçar diante disso. Eu tentaria apenas dizer que...
Não era pra ter sido assim, que eu não pretendia magoar e ferir tanto e que realmente não sei ainda o que me fez cometer tantos erros com que nunca mereceu nada mais que coisas boas e que me pedia apenas pelo meu amor e respeito, que eu não sabia dar. Eu saberia que esta era a melhor coisa que eu já havia tido e mesmo assim deixei ir:
Saberia que este havia sido meu maior erro...
Não ia querer ficar mal, nem sozinho. Mas eu me conformaria, porque teria sido exatamente o que eu procurei. Eu ia saber que fiz tudo sem pensar.
Saberia que meu crime é sem perdão. Que foram erros tão vulgares, que com o fim de bebedeiras, de loucuras eu enxergaria como incabíveis. Saberia que eu falei e fiz tudo sem pensar. E lembraria do outro. E isso não seria bom pra mim. Porque eu ainda precisaria seguir em frente, esquecer, começar de novo. Viver uma outra vida, com outro alguém e tentaria não quebrar mais o cristal da confiança.
Teria a esperança que mesmo que cada canção de amor abre a ferida que não vê fim. E que cada fração da dor agora é chuva e cai em mim. Mas tudo vai passar, como tudo passará.
E saberia de algum jeito que o outro pode um dia sim me perdoar. Talvez não agora. E isso seria já um grande presente. E eu desejaria ao outro toda a felicidade do mundo. Pois era apenas isso que ele queria me trazer e eu não soube aceitar e retribuir. E assim, em paz, para os dois lados, seguiria em frente. E guardaria o silêncio apenas para não denegrir mais ainda o enxame de memórias ruins.
Tanta coisa me aconteceu nesses dias que agora cai em mim de que o cara que eu maissssss gostava de ver cantando morreu e eu nem sequer consegui expressar o que o quanto ele era o cara pra mim.
Poucas vezes vi um intérprete se apoderar tão bem de uma letra, e em Disparada, de Geraldo Vandré, vejo ele mesmo dizendo as frases, tão fortes... "Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar E a morte, o destino, tudo, a morte e o destino, tudo Estava fora do lugar, eu vivo pra consertar" Música que relembra a ditadura, mas que hoje, fala tanto comigo. Ver as coisas ruins e me manter forte. Viver pra consertar...
"E nos sonhos que fui sonhando, as visões se clareando As visões se clareando, até que um dia acordei"
Com todo mundo é assim? Viver querendo consertar, até que as visões se clareiem e fatalmente tenhamos que acordar de um sonho?
"Então não pude seguir valente em lugar tenente E dono de gado e gente, porque gado a gente marca Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente Se você não concordar, não posso me desculpar Não canto pra enganar, vou pegar minha viola Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar"
Penso muito na letra como um caso onde se tenta tanto por tanto tempo, passando por cima de tudo, pra seguir um sonho, uma idéia. Mas que em algum momento, por sermos gente, não apenas gado que a gente tange em ferro engorda e mata, temos que acordar e seguir em frente, deixando pra trás aquilo que nos era crucial. E assim é, tentar cantar em outro lugar.
Voltando ao Jair, penso nele como um cara tão bom, tão bom, que Deus permitiu que se fosse numa calmaria, sem dor, num descanso. Vejo sua família e a admiro. Bases sólidas.
Letra simples, não sei quem compôs. Mas imagino o seu Jair dizendo isso pra sua Luciana. "O filho do seu menino ficou rapaz Garoto de gênio bom e trabalhador Criado pra ser um homem Pra ser bom pai tem que ser bom filho Quem tem palavra é nesse mundo um vencedor
Quem olha só os prazeres que a vida traz E vive nas entrelinhas dos homens sem raiz Se enche de amores falsos Pois hoje em dia tem gente que vive de fantasia No desespero de ser feliz"
E quando penso nessa musiquinha, boba, vejo tantos valores incutidos... Pra ser um bom pai tem que ser um bom filho. O que é que eu aprendi com meus pais? Dou orgulho ou alegrias a eles? Onde está minha raiz? E pra que eu olharia apenas pros prazeres que a vida traz, sem me apegar a algo mais valioso e eterno?
Em Vaqueiro de Profissão, um pedacinho que fala de mim também: "Quando eu vejo boi desgarrado Sinto que todo gado Escapasse da minha mão" Pra que esse controle todo? Quando na verdade não consigo controlar nada. Nem sequer minhas vontades? Podia ficar aqui falando de tantas que eu amo... Na voz dele...
O cravo e a rosa...
Majestade, o Sabiá... Acho que a letra mais linda de uma canção. Abençoada Roberta Miranda... O meu mantra de hoje em dia: Tristeza
"Quero de novo cantar Tristeza, por favor vá embora Minha alma que chora Está vendo o meu fim
Fez do meu coração a sua moradia Já é demais o meu penar Quero voltar à aquela vida de alegria Quero de novo cantar" E só isso que espero. Voltar àquela vida de alegria... E de novo cantar!
No fim, o que vale é levar o outro mantra: "Deixa que digam Que pensem Que falem"
Eu nunca tinha pensado nisso. Com quem eu quero envelhecer? Mas alguém me perguntou isso e eu não soube responder na hora. Mas fiquei incomodada pensando tanto nisso. E quis, tentar, saber responder isso. Primeiro, pensei no que seria envelhecer. Sim, ficar velho. Mas o que mais? Ter uma menor mobilidade, ter menos disposição, ter mais tempo, ter mais doenças talvez, ter mais sabedoria, ter menos paciência, ter uma aparência pior do que a de hoje talvez? Ver a morte se aproximar e levar pessoas queridas. Envelhecer é todo um processo. E ter alguém do meu lado nisso é o que eu mais desejo no mundo. Alguém pra cuidar de mim. Alguém pra eu cuidar. Alguém pra eu ficar conversando nos momentos de ócio. Alguém pra me lembrar de ir no médico, tomar remédio. Alguém pra ver filmes comigo. Alguém pra viajar comigo. Alguém pra almoçar e jantar, quando os filhos já não tiverem mais em casa. Alguém pra estar toda noite me ajudando a esquentar. Alguém que me ame, apesar das rugas novas. Alguém que lembre o quanto antes eu fui mais bonita, mas que ainda me olhe com o mesmo desejo, amor e cuidado. Rubem Alves disse "Velhice é quando a gente começa a ser tratado como "objeto de respeito" e não como "objeto do desejo". Mas o que quero não é ser olhado com respeito, mas com desejo..." Quem eu quero pra estar comigo quando eu envelhecer é o meu companheiro de toda a vida, que me olhe sim com o mesmo respeito de sempre, mas que nunca perca o desejo de me amar e fazer feliz. E como saber quem é a pessoa com quem eu quero envelhecer?
Posso não saber quem é, mas sei o que deve ou deveria ter. Alguém que goste de coisas parecidas com as quais eu gosto. Alguém que tenha os mesmos defeitos. Alguém que possa ficar deitado sem fazer nada, só conversando, ou mostrando bobeiras no computador ou na TV. Alguém que me admire. Não só fisicamente, mas alguém que eu saiba e sinta que tenha um certo orgulho ou prazer de me ver como eu sou. Aliás, alguém com quem eu possa me soltar e ser como sou. Alguém que eu tenha liberdade pra contar meus medos, chorar, ficar com o nariz vermelho e inchado e não me importar com isso. Alguém que faça bem apenas com uma mensagem de bom dia, com uma ligação inesperada. Alguém que só por estar ao me lado me traga paz. Alguém que acelere meu coração quando está para vir, que me faça tremer com um simples beijo mas que me encha de paz. Complexo pensar na adrenalina que traz paz. Mas a pessoa que eu quero envelhecer terá isso.
Alguém que quando eu perco por um instante, perco a paz também. "É tão ruim, não tem sentido, prazer, não há nada", como diria Lobão. Alguém que consiga me dar um golpe de alegria e estímulo quando eu estiver triste. Alguém que se preocupe com os meu problemas. Alguém que me ajude. Alguém que queira de verdade me ajudar. Alguém que não esteja ocupado em me mudar. Alguém que me ame como eu sou. Cheia de defeitos. Alguém que me respeite. Alguém que "conforte a minha dor com atenção", como diriam os Detonautas. Alguém quem seja meu esconderijo, meu refúgio, meu momento de prazer e calma. Alguém que "quando o tempo fecha e o céu quer desabar, perto do limite difícil de aguentar... Aí eu volto pra casa e te peço pra ficar... Em silêncio, só ficar...", como cantaria Humberto Gessinger. Alguém com quem eu possa falar absurdos, coisas sem lógica, "falar da cor dos temporais, do céu azul, das flores de abril, pensar além do bem e do mal, lembrar de coisas que ninguém viu", como diria MIlton Nascimento ou "contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis... Alguém que eu possa tirar a roupa e fazer o que eu quiser" como canta o Jota Quest. Alguém que com um simples beijo ou um abraço, ou até mesmo um olhar, de longe, queime o meu coração. Alguém que não deixe os meus olhos mentirem, nem fugirem. Alguém que se, não estiver perto, faça tanta falta, que aperte o peito, tire a fome e o sono. Mas que quando volte, faça bem. Alguém que vire motivo e tema de todas as letras de músicas. Alguém que faça as melodias até doerem por dentro.
Alguém que as vezes leve embora meu juízo e me faça cometer algumas loucuras. Alguém que quando está ao meu lado eu perceba o quanto é simples amar. Alguém que mereça este amor que eu nunca soube dar. Alguém que eu ache lindo mesmo com todos os defeitos. Alguém que seja o mais atraente pra mim. E alguém que goste do meu nariz grande, da orelha torta e da minha monocova. Alguém que me ache linda até chorando. Alguém que me faça ter vontade de ter uma família, ter filhos, cuidar. E como cantariam os Semisonics, alguém que quando eu souber quem seja, eu possa dizer com certeza que eu já sei quem é a pessoa que eu quero que me leve pra casa... E cantarei contente o refrão mais fofo do mundo: "I know who I want to take me home..."
E você, sabe responder de pronto, com quem você quer envelhecer?
Seguindo minha promessa de ano novo, outrora descumprida, mas reassumida, tentando escrever semanalmente, como sempre. E eu não sei ainda sobre o que quero falar. Pensei em falar sobre as manifestações. Pensei em falar sobre Limites - o que precisa acontecer pra chegar no meu limite? Pensei em falar sobre fé. Pensei em falar sobre paciência. Vou falar de tudo. Começando pelo meu limite e o limite dos outros. Coisa subjetiva isso. O que é a gota d'água pra você? Quando é que você decide que não dá mais? Eu tenho certo problemas com isso. Sempre tenho fé nas coisas. Acho que vai melhorar. Acho que nada é por mal. Enxergo o bem nas pessoas. Demoro a perceber o que diz aquela velha música do Gabriel: "Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!!) Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!!) Até quando vai ser saco de pancada?"
E aí essa música me lembra muito o que tá rolando aí de protestos. Então eu paro de falar do meu limite subjetivo e falo do social. "Não adianta olhar pro céu Com muita fé e pouca luta Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer E muita greve, você pode, você deve, pode crer Não adianta olhar pro chão Virar a cara pra não ver Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus Sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer! Até quando você vai ficar usando rédea?! Rindo da própria tragédia Até quando você vai ficar usando rédea?! Pobre, rico ou classe média Até quando você vai levar cascudo mudo? Muda, muda essa postura Até quando você vai ficando mudo? muda que o medo é um modo de fazer censura" Deveria ser lindo pra mim, contemplar o que estamos vendo na mídia e no nosso dia a dia. Mas, não é. Sério mesmo. Quer protestar, sai pra rua: apoiado. Mas antes saiba pelo que vc ta protestando. Tem mano aí falando fora Dilma e votou nela nas últimas eleições. Tem gente pedindo o fim da corrupção, mas forja atestado, não devolve troco errado, etc. Tem gente que nunca andou de ônibus e sai pra falar de transporte público. Reclamar de gastos com a Copa do Mundo agora? Tinha que reclamar quando foi noticiado que seria aqui. Tenha dó né? O movimento é super legal e tá super forte. Mas a intenção não pode ser passear na rua, nem lotar o facebook de mensaginhas revolucionárias. Não é isso que é protestar. Tem que ter conteúdo. Tem que saber o que tá fazendo. Não é só ponto de encontro. E isso me preocupa. Será que tanta atenção voltada pra este movimento, vai conseguir trazer frutos positivos? Tomara. Tenho fé que sim. Fé. Estranho falar de fé. Porque depende do que e em que você tem fé. Fé certa mesmo, só em Deus. Fé em coisas, em partidos políticos e principalmente em pessoas, é muito vão. Acreditar ou por sua confiança em pessoas é estar fadado a decepção e o sofrimento. As pessoas não sentem o mesmo que você, não vivem o mesmo que você, não agem como você e tudo isso só gera decepção, quando o retorno é negativo. E aí vem a revolta, a tristeza, a melancolia. E a solução? Não sei se tem, mas tem aquilo: saber por ou impor limites. As decepções seriam menores se colocássemos limites para nossa confiança. Se não tivesse acreditado, não teria sofrido. Se ao menos tivesse colocado limites antes de chegar ao limite, estaria sendo mais fácil. E assim também, se não tivéssemos tanto acreditado que o jeitinho brasileiro daria certo, que os políticos iam acabar saindo da robalheira sozinhos, se tivéssemos colocado como limite, um governo do PT com corrupção e aí tivéssemos dado chances pra alguém novo - Simmm Marina da Silva, sou fã dela - talvez vivêssemos algo diferente hoje. Ou não, talvez ela tivesse se corrompido também. Talvez eu esteja exagerando neste momento na falta de fé nas pessoas. Culpa dos limites. Não dados. Ou culpa do domingo, que traz a segunda e complica tudo ainda mais. Pra terminar, um acorda leão do Foo Fighters. Será que estamos sendo fools ? O best of you está sendo desperdiçado? Vale pras manifestações, pros limites e pra fé... "I've got a another confession, my friend I'm no fool I'm getting tired of starting again Somewhere new Were you born to resist or be abused? I swear I'll never give in I refuse"
Só não falei sobre paciência. Acho que estou sem ela, hoje. :(Fé que a semana será boa.
E então você tem que decidir tanta coisa, tem que saber o que quer, tem que saber escolher, tem que saber como agir com sua escolha, tem que arcar com as consequências, tem que lidar com perdas, tem que lidar com os ganhos.
Seria fácil se pudéssemos prever. Se a gente soubesse que a escolha que tomássemos, que o caminho escolhido fosse só de alegria e gozo. Mas também seria uma escolha confortável, sem riscos e muito provavelmente sem a felicidade da recompensa da escolha pura.
Talvez seja um bem não poder adivinhar e ter de ter a coragem de escolher. Confere à decisão maior direito de colher os frutos dela. Dá um gosto de: Escolhi este caminho e mereço os frutos da alegria desta escolha.
E quando? Quando se sabe que o momento é o certo pra decidir? Tanta coisa que muda, tanto medo que traz, tanta coisa que pode ser errada. Tanta coisa que pode ser certa, tanta alegria que pode vir da mudança, tanta coisa que na verdade era mudança, mas que parece que é natural. Alegria é perceber que algo novo parece ser seu desde há muito tempo, de tanto que faz parte de um pedaço seu. É como se o novo já existisse, dentro de cada um.
O momento? Agora é Cedo ou Tarde demais? Não saber é desconfortante. É sufocante. É pesado. O ruim é ir vendo o tempo passar, arrastando a hora de escolher, a hora de escolher por que porta entrar.
E talvez seja este o grande sentido da palavra CRESCER. Ter responsabilidade pelas escolhas e ser merecedor do que elas trazem. Decidir por si só. Pensar além do bem e do mal. Deixar o medo pra trás. Olhar com fé para um novo futuro.
Um sinal. Podia haver só um sinal, pra encorajar, motivar. O sinal seria a paz do olhar e do coração? Seria a confiança e o apoio? Seria a coragem que vem em momentos estranhos.
Como dizia a letra: "toda vez que algo nos falta, o invisível nos salta aos olhos..." (Piano Bar). Quem sabe...
- Já tentou de olhos fechados?
- Se tudo se resolvesse assim...
(Dialógo do filme Medianeras - Vou escrever sobre ele ainda!!!)
Nada como um chá de camomila num domingo chuvoso, ouvir De Fé (Engenheiros do Hawaii), lembrar que tenho muito mais dúvidas, do que certezas e que hoje, com certeza
eu só tenho uma coisa, e que isso deve bastar pra ter a coragem de agir... cair no sono e esperar que tudo se resolva. Rápido.
"Sempre que eu preciso
Me desconectar
Todos os caminhos
Levam ao mesmo lugar
É meu esconderijo
O meu altar
Quando todo mundo
Quer me crucificar...
Eu só quero estar
Com você!
Ficar com você!...
Quando o tempo fecha
E o céu quer desabar
Perto do limite
Difícil de agüentar
Eu volto prá casa
E te peço prá ficar...
Em silêncio
Só ficar...
Eu tenho muitos amigos
Tenho discos e livros
Mas quando eu mais preciso
Eu só tenho você...
Tenho sorte e juízo
Cartão de crédito
E um imenso disco rígido
Mas quando eu mais preciso
Eu só tenho você
Quando eu mais preciso
Eu só tenho você...
Tenho a consciência em paz
(Só tenho você)
Tenho mais do que eu preciso
(Só tenho você)
Mas, se eu preciso de paz
Eu só tenho você
Tenho muito mais dúvidas
Do que certezas
Hoje, com certeza
Eu só tenho você...
Eu tenho medo de cobras
Já tive medo do escuro
Tenho medo de te perder..." Gostei de ler o que li aqui no blog da Aline Teles...
Minhas amigas ontem me disseram, espero que tenha sido um elogio, que sou louca e peculiar. Como o assunto era muito abrangente, foquei apenas no aspecto gosto musical neste post. Claro que eu detesto pagode, sertanejo, funk, axé, forró e sou mais chegada no velho e bom rockzinho, num jazz, num blues e coisas deste tipo. Masssss Tem algumas coisas que escapam ao controle... E delas que vou falar agora... Fábio Jr.
Com certeza foi influencia da minha mãe, mas o fato é que eu amo :) A música acima, O que é que há? é linda e uma das minhas preferidas dele. Além dele ser um gato, tem um jeitinho de cantar só dele, uma carinha de coitadinho misturado com safadeza, que deve deixar a maioria das mulheres com vontade de cuidar... "Telefona! Não deixa que eu fuja... Me ocupa os espaços vazios... Me arranca desta ansiedade..." Não é fofo? E esta:
Pareço um menino acho que é a favorita deste momento. "Você tem a luz que ilumina o nosso caminho. Depois de você descobri que não sou mais sozinho. Você é o amor que a vida me deu de presente. Sou homem maduro, mas na sua frente, pareço um menino. Você me abraça e a tristeza vai embora. A dor que existe fica da porta pra fora. A gente briga, mas é coisa que acontece, logo o coração esquece, porque a gente se adora..." Perfeita na voz dele né? A carinha dele... Delícia de cantar, ouvir, pensar, ficar triste, e melhorar, pensando, meu Deus afff que coisa deprimente... Amo tudo do Fábio, então nem vou colocar mais músicas dele, senão a breguice fica toda com ele... Daniel Lindo, fofo, bom caráter, simpático... Adoro também. É minha exceção sertaneja...
Vida minha é o cúmulo da breguice, da dor de corno. Até as moças dançando no fundo fazem o climax da coisa piegas. Mas eu gosto. Ai Jesus amado, descendo até o fundo do poço. "Olha, lá vem o sol, Vai chegar novo dia, Lá vou eu inventar esperanças de novo..." Voz tão linda dele, né?
Só seu amor não vai embora talvez ganhe o prêmio da top lamentação. Mas é gostosinha de ouvir e cantar. E aí com o adicional do Rick e Renner que ferra de vez com qualquer bom gosto. Vergonha alheia de mim kkk "Tentei me iludir achando que podia... Esquecer você da noite pro dia... Eu não consegui tá pior agora... Ah! Ah! Só seu amor, Só seu amor não vai embora". Destaque pro Ah! Ah!
Wando Quando se fala em coisa brega, não tem como deixar o Wando de fora. Não gosto muito dele não, aliás, que Deus o tenha... Mas falar que nunca ninguém se empolgou com o Iá iá meu iô iô, é uma mentira deslavada... Então, tem que aparecer aqui na minha lista...
"Você é luz É raio estrela e luar. Manhã de sol, Meu iaiá, meu ioiô. Você é "sim", E nunca meu "não"" Fagner Outro que não é favorito, mas que me encanta no tour brega é o Fagner. Mais feio do que tudo, canta com sotaque, nem faz cara bonitinha, mas num momento trash, tá no repertório...
Deslizes é fogo... "E como prêmio, Eu recebo o teu abraço. Subornando o meu desejo Tão antigo. E fecho os olhos Para todos os teus passos, Me enganando, Só assim somos amigos... Por quantas vezes, Me dá raiva de querer... Em concordar com tudo Que você me faz. Já fiz de tudo Prá tentar te esquecer, Falta coragem prá dizer Que nunca mais..." Brega, Brega, Brega... Cult de tão brega... Teria alguns mais... Mas já tá boa a coletânea... Às vezes sou brega. Canto junto e tudo mais. Mas juro, são só essas, no mais, meu gosto musical é mais legal! E as suas top bregas, quais são???
Foi passando e percebi que foi tão repentina e do nada a morte do Chorão, que eu nem sequer reparei que gostava tanto do Charlie Brown e do quanto as músicas e a poesia dele fizeram parte da minha adolescência e como ainda hoje falavam tanto comigo.
Separei alguns trechos que sempre que ouço, me tocam e me fazem refletir... A primeira que eu conheci:
"Eu me flagrei pensando em você Em tudo que eu queria te dizer Numa noite especialmente boa Não há nada mais que a gente possa fazer" (Proibida pra mim)
Quantas vezes não me peguei nisso, pensando em alguém e em tudo que eu queria dizer. Pensando o óbvio mesmo: "Se não eu, quem vai fazer você feliz?". E em tantas épocas diferentes. "Procurei me manter afastado Mas você me conhece eu faço tudo errado, tudo errado" (Só por uma noite) E conforme fui crescendo, anos passando, as letras foram tendo outros sentidos, como se um novo significado surgisse. Mesmo a tendo ouvido em tantos momentos diferentes... "Eu não preciso de promessas e acho que você também Eu não tento ser perfeito e acho que você também Dias e noites, pensando no que fiz Eu sou um vencedor, eu lutei pelo o que eu quis Mas quando não se pode mais mudar tanta coisa errada Vamos viver nossos sonhos, temos tão pouco tempo" (Como tudo deve ser) Ele cantava muito a liberdade. O direito de ser como você é de verdade, se orgulhar disso. Mudar o errado, o mau. Mas ser como é. E como tudo deveria ser? Ninguém precisa de promessas, de ses. As pessoas precisam ser, agir. Parece que não, mas na verdade temos todos, tão pouco tempo. E quando, "ouvindo um som e olhando o mar", se encontrar alguém que realmente seja como tudo deve ser, fazer valer a pena é um dever.
"Eu não sei fazer poesia... Mas que se foda!!!
Eu odeio gente chique eu não uso sapato... Mas que se foda!!!
Hoje você pixa quem já te ajudou,
E vem falando mal de quem já te fortaleceu
Mas um homem de verdade não se faz só com palavras
Você perdeu a moral e quem perdeu, perdeu
Se você pisar na bola, aí rapaz você vai ser cobrado
E se você pisar na bola, aí moleque tu vai ser cobrado" (Não uso sapato)
O fato é se sentir bem de ser como é. Não sei dançar, "mas que se foda". Não sei ser menos exagerada, tão comum, tão doce, tão meiga, "mas que se foda".
Desencana. O pior é ser alguém que finge ser o que não é. E aí, um dia, cada um responde pelo que é. Ser como se é tem um preço e apenas cada um pode arcar com isso. O fato é que "eu odeio hipocrisia", "mas que se foda".
O que deveríamos saber é que "Se não quiser ficar só cuide dela (e) (s) bem melhor" (Papo reto)... Mas só aprendemos isso quando a coisa passa.
Simples mesmo é entender que
"Nem tudo lhe cai bem
É um risco que se assume
O bom é não iludir ninguém" (Vícios e Virtudes)
Tendo isso em mente, fica fácil entender e aceitar as perdas:
"O tempo às vezes é alheio à nossa vontade, mas
Só o que é bom dura tempo o bastante pra se tornar inesquecível" (Vícios e Virtudes)
Penso muito nisso quando lembro das minhas bisavós! Convivi por tão pouco tempo com elas. Mas elas são tão inesquecíveis pra mim. O cheirinho delas, as histórias, os doces, a cocadinhas, o Dom Maracujá, a Scopa de 15, Shampoo Monange...
Sem tristeza. É mais pra acordar. Pensar na vida. Dizer: "Otário, eu vou te avisar, o teu intelecto é de mosca de bar" (Papo Reto) pra quem mereça ouvir, ou pra nós mesmos, quando mereçamos também.
E a música que me fazia pensar "Hoje eu acordei feliz", era:
"Ela não é
Do tipo de mulher
Que se entrega na primeira
Mas melhora na segunda
E o paraíso é na terceira
Ela tem força
Ela tem sensibilidade
Ela é guerreira
Ela é uma deusa
Ela é mulher de verdade
Ela é daquelas
Que tu gosta na primeira
Se apaixona na segunda
E perde a linha na terceira
Ela é discreta
E cultua bons livros
E ama os animais
Tá ligado, eu sou o bicho" (Ela vai voltar)
Claro, que não sou perfeita assim, mas amo me enxergar em cada verso da música e me sinto o máximo quando percebo que posso não ser tudo isso, mas sou forte, sou guerreira, mulher de verdade, cultuo bons livros e pra arrematar: E claro, pra falar de todas as músicas que eu gosto, teria que "Te levar daqui"... Mas acho que dá pra terminar com uma mensagem linda. Que ultimamente, não me sai da cabeça: "Um homem quando está em paz Não quer guerra com ninguém Eu segurei minhas lágrimas Pois não queria demonstrar a emoção Já que estava ali só pra observar E aprender um pouco mais sobre a percepção Eles dizem que é impossível encontrar o amor Sem perder a razão Mas pra quem tem pensamento forte O impossível é só questão de opinião E disso os loucos sabem" (Só os loucos sabem) Aprendi que existem coisas que só os mais desapegados conseguem ver, sentimentos que só quem está de longe sente, que impossíveis são apenas ângulos de visão, pensamento forte não é tão horrível assim, e que não somos nada, nada mesmo, sem nossa família e sem nosso Deus, cuidando da gente de perto! E talvez para saber isso tudo, só beirando a loucura. Valeu chorão.
Por sugestão de alguns leitores, vou fazer algumas séries de postagens - não seguidas - sobre os filmes do Rei Elvis Presley. Espero que gostem e que, quem ainda não conhece, possa desfrutar da cultura Elvismaníaca...
GI Blues - Saudade de um pracinha (1960)
Este é um dos meus filmes preferidos. O filme foi feito depois do Rei voltar do seu serviço obrigatório no exército, na Alemanhã. O filme é ambientado na Alemanha e claro, fala de um pracinha. Em Saudades de um Pracinha, Tulsa MacLean é um artista que logo dará baixa do Exército. Tulsa está na Alemanha Ocidental e é membro de uma divisão de tanques, como Elvis. De cara, já digo que só pela cena do Elvis cantando Wooden Heart num teatro de marionetes, já vale o filme! A cena está no vídeo abaixo, mas dentro do contexto do filme fica muito mais fofa:
Basicamente o resumo do filme é: Tulsa McLean é um soldado cujo maior sonho é ser dono de um "Night Club". Para conseguir o valor em dinheiro para que ele possa abrir o seu empreendimento, ele aceita participar de uma aposta, onde, na qual, ele deve passar uma noite com uma bailarina famosa do local. Mas, os dois acabam se apaixonando de verdade. Pela primeira vez, o Rei cuida de um bebê em um filme e a cena é hilária. O roteiro e a história são ótimos. Leve, engraçado, romântico. Mostra bastante o lado mais juvenil e espontâneo de Elvis. Vale muito a pena assistir!
Elenco Elvis Presley: Tulsa McLean Juliet Prowse: Lili Robert Ivers: Cookie James Douglas: Rick Trilha sonora "Tonight Is So Right For Love" "What's She Really Like" "Frankfort Special" "Wooden Heart" "G.I. Blues" "Pocketfull Of Rainbows" "Shopping Around" "Big Boots" "Didja Ever" "Blue Suede Shoes" "Doin' The Best I Can"
Loving you - A mulher que eu amo (1957)
É o segundo filme da carreira de Elvis. Logo de cara já da pra ver a semelhança do filme com a história do próprio Elvis. É um drama musical. Diferente de "Saudades de um pracinha" que vai mais para a comédia romântica musical. Elvis interpreta um desconhecido mas talentoso cantor que tinha um som totalmente musical. Seu personagem, Deke Rivers, vem do Sul, mas ele não se adapta ao mundo da música country. Uma promotora musical megera, interpretada por Lizabeth Scott, reconhece o talento único de Deke e o explora como um novo rosto que encanta o público jovem. A mídia distorce seu encanto e o identifica como uma pessoa temperamental até Derek provar que foi tão somente um mero engano. Curiosidade interessante: Foi neste filme que Elvis deu seu primeiro beijo em cena! Gostei bastante, mas não é um dos meus preferidos! Como sempre, é o Rei e vale a pena conhecer mais de sua história!
Elenco Elvis Presley: Jimmy Tompkins (Deke Rivers) Lizabeth Scott: Glenda Markle Wendell Corey: Walter "Tex" Warner Dolores Hart: Susan Jessup James Gleason: Carl Meade Ralph Dumke: Jim Tallman Trilha sonora "Mean Womam Blues" "Teddy Bear"
"Loving You"
"Got a Lot of Living To Do" "Lonesome Cowboy" "Hot Dog" "Party" "Blueberry Hill" "True Love" "Don't Leave Me Now" "Have I Told You Lately That I Love You" "I Need You So"