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segunda-feira, 28 de julho de 2014
O homem que gostava de ipês amarelos
Tantas vezes escrevi aqui e sempre tinha uma frase, um pensamento, uma idéia: sua.
Tanto te admirei que sempre quis ao menos tentar pensar como você.
Fico orgulhosa em lembrar que foram frases suas que foram o meu pedágio para pequena aba pedagógica que existe em minha vida, e que eu amo tanto.
Ah, Rubem, você podia ter deixado uma obra imensa escondida no meio do seu jardim, de surpresa, pra gente se deliciar. Não? Me dói pensar que eu preciso ainda ler tanta coisa dele, e já li quase tudo. Agora me dou doses homeopáticas de Rubem Alves, por ter medo que se acabe minha poção de sabedoria.
Mas eu me vi feliz quando vi que você não ficou preso num corpo que não podia te servir mais. Que não ia mais poder te fazer ver os ipês amarelos. Fique alegre em ver que você se foi com a serenidade de ter vivido e ensinado plenamente.
Nesses dias reli tanta coisa sua. Tanta coisa que sempre me toca tanto... Como a história das pipocas:
"Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosas. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão - sofrimentos cujas causas ignoramos."
Quer coisa mais linda e simples que isso? Como você consegue colocar em texto aquilo que sempre pensei sozinha???
Lembro de uma postagem que fiz, sobre o fogo, que também citei você.
Nos dias mais tristes, procuro lembrar:
"Compreendi, então, que a vida não é uma sonata que, para realizar a sua beleza, tem de ser tocada até o fim. Dei-me conta, ao contrário,
de que a vida é um álbum de mini-sonatas. Cada momento de beleza vivido e amado, por efêmero que seja, é uma experiência completa
que está destinada à eternidade. Um único momento de beleza e amor justifica a vida inteira."
E percebi que vivi e tenho em memória momentos lindos e alegres, que justificam olhar sempre para as coisas com uma visão positiva e otimista. Acreditar que existe a mudança, que existe a esperança.
Procuro também me policiar na escutatória. Tenho muita tendência a falar. Pouco a ouvir...
"O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranqüila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: "Se eu fosse você". A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção (...) Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma." Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. Certo estava Lichtenberg – citado por Murilo Mendes: "Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas." Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos..."
E como gosto muito de falar, tenho sempre o costume de escrever. Aqui, cartas. Ah, as cartas:
"A diferença entre a carta e o telefone é simples. O telefone é impositivo. A conversa tem de acontecer naquele momento. Falta-lhe o ingrediente essencial da palavra que é dita sem esperar resposta. E, uma vez terminado, os dois amantes estão de mãos vazias.
Mas a mulher tem nas mãos uma carta. A carta é um objeto. Se não tivesse podido recolher-se à sua solidão, ela poderia tê-la guardado no bolso, na deliciosa espera do momento oportuno. O telefonema não pode esperar. A carta é paciente. Guarda as suas palavras. E, depois de lida, poderá ser relida."
Tenho prestado mais atenção nas flores. Tem prestado mais atenção no céu. Nas árvores. Nas pessoas. Não é que eu não fizesse isso antes com certa admiração. Mas você me faz dar valor as coisas que vejo. Me faz ver Deus nesses mínimos detalhes. Me faz ver milagre em tudo.
"Não existe amor que resista a um corpo vazio de fantasias. Um corpo vazio de fantasias é um instrumento mudo, do qual não sai melodia alguma. Por isso, Nietzsche disse que só existe uma pergunta a ser feita quando se pretende casar: "continuarei a ter prazer em conversar com esta pessoa daqui a 30 anos? Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar."
A impressão que tenho é que eu poderia te ler por mais 30, 60 anos e sempre haveria de me encantar.
Lembrei também de uma frase: "Aquilo que está escrito no coraçao não necessita de agendas porque a gente não esquece. O que a memória ama fica eterno." E lembrei que realmente lembro demais das coisas. Memória por demais de afiada. Bom. As vezes ruim, não é bom lembrar de coisas ruins com tantos detalhes. Mas aqui me regozijo porque percebo que aquilo de mais importante sempre está aqui, comigo, perto.
Assim, você me ensinou muito também sobre o amor. "Amar é ter um pássaro pousado no dedo. Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento, ele pode voar”. Talvez por isso minha teimosia em tentar. Em acreditar nele. Quando todo mundo diz pra não acreditar nele. Pensar num pássaro que voa e pode não voltar mais faz com que a gente valorize mais os momentos de proximidade com o pássaro...
Eu, que não sei definir o amor, penso sempre em suas definições. "Amor é isto: a dialética entre a alegria do encontro e a dor da separação. De alguma forma a gota de chuva aparecerá de novo, o vento permitirá que velejemos de novo, mar afora. Morte e ressurreição. Na dialética do amor, a própria dialética do divino. Quem não pode suportar a dor da separação, não está preparado para o amor. Porque o amor é algo que não se tem nunca. É evento de graça. Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera. E quando ele volta,a alegria volta com ele. E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do reencontro."
Se tem uma frase sua, que pra mim resume tudo o que você é, é essa: "As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.
Aprendemos palavras para melhorar os olhos." Você sempre melhorou meus olhos. Me ensinou profissional, pessoal e, sobretudo, mente. Até minha religião se tornou mais clara com seus pensamentos. Em dias que a gente vê tanta coisa escrita: livros, internet. Fala-se e escreve-se sobre o que se quer. Torna-se um oásis as palavras que são para ajudar a ver o mundo melhor. As suas palavras são assim. Todas! Melhoram os olhos. E a maior beleza de tudo isso é que essas palavras, sua obra, torna você eterno. De um certo modo, você está sempre por aqui!
Ah Rubem Alves, você é assim. Das leituras, das vezes que te vi de perto. Dá sempre vontade de falar: Fica mais um pouco, fala um pouco mais. É gostoso te ouvir...
E pra encerrar, uma historinha simples, que resume o que é: "Quero contar para vocês a estória que mais tenho contado - não aconteceu nunca, acontece sempre. Um homem muito rico, ao morrer, deixou suas terras para os seus filhos. Todos eles receberam terras férteis e belas, com a exceção do mais novo, para quem sobrou um charco inútil para a agricultura. Seus amigos se entristeceram com isso e o visitaram, lamentando a injustiça que lhe havia sido feita. Mas ele só lhes disse uma coisa: "Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá." No ano seguinte, uma seca terrível se abateu sobre o país, e as terras dos seus irmãos foram devastadas: as fontes secaram, os pastos ficaram esturricados, o gado morreu. Mas o charco do irmão mais novo se transformou num oásis fértil e belo. Ele ficou rico e comprou um lindo cavalo branco por um preço altíssimo. Seus amigos organizaram uma festa porque coisa tão maravilhosa lhe tinha acontecido. Mas dele só ouviram uma coisa: "Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá." No dia seguinte seu cavalo de raça fugiu e foi grande a tristeza. Seus amigos vieram e lamentaram o acontecido. Mas o que o homem lhes disse foi: "Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá." Passados sete dias o cavalo voltou trazendo consigo dez lindos cavalos selvagens. Vieram os amigos para celebrar esta nova riqueza, mas o que ouviram foram as palavras de sempre: "Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá." No dia seguinte o seu filho, sem juízo, montou um cavalo selvagem. O cavalo corcoveou e o lançou longe. O moço quebrou uma perna. Voltaram os amigos para lamentar a desgraça. "Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá", o pai repetiu. Passados poucos dias vieram os soldados do rei para levar os jovens para a guerra. Todos os moços tiveram de partir, menos o seu filho de perna quebrada. Os amigos se alegraram e vieram festejar. O pai viu tudo e só disse uma coisa: "Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá..." Assim termina a estória, sem um fim, com reticências... Ela poderá ser continuada, indefinidamente. E ao contá-la é como se contasse a estória de minha vida. Tanto os meus fracassos quanto as minhas vitórias duraram pouco. Não há nenhuma vitória profissional ou amorosa que garanta que a vida finalmente se arranjou e nenhuma derrota que seja uma condenação final. As vitórias se desfazem como castelos de areia atingidos pelas ondas, e as derrotas se transformam em momentos que prenunciam um começo novo. Enquanto a morte não nos tocar, pois só ela é definitiva, a sabedoria nos diz que vivemos sempre à mercê do imprevisível dos acidentes. "Se é bom ou se é mau, sé o futuro dirá."
Outras postagens minhas com ele:
Perguntas e Respostas
O que amo
Com quem você quer envelhecer
Livros
Presépio
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Livros...
"Havia uma coleção de livros que eu cobiçava: "O tesouro da juventude". Quem tinha "O tesouro da juventude" era a dona Lilisa, aquela que ganhou 250 gramas de açucar. Quando a visitávamos, eu deixava os adultos conversando na sala de visitas e ia ler "O tesouro". Era um tipo de enciclopédia onde se encontrava de tudo. Um bufê de prazeres. Em qualquer página que se abrisse lá se encontrava um assombro. Mas era muito caro. Meu pai não podia. Nunca tive "O tesouro". Como nunca tive nem velocípede nem bicicleta. Até hoje não sei andar de bicicleta. Quem sabe, diz: "É só montar e sair pedalando". Eu sei fazer isso. De qualquer forma, andar de bicicleta para mim é como montar um cavalo bravo. Nunca sei que idéias ela tem, nunca sei o que ela vai fazer comigo. Agora é tarde demais pra aprender. Não posso tomar o risco de quebrar a bacia... Mas se eu encontrar um "O tesouro da juventude" num sebo eu compro, embora tudo o que está lá deva estar ultrapassado. Compro para realizar um desejo infantil. Mas, se encontrar uma bicicleta, eu não compro." (Rubem Alves)
Assim que li este texto, lembrei de mim, pequenininha, indo na casa da vó Diva. Lá tinha uma estantinha de livros que era meu paraíso. Eu largava os adultos na sala, e ia me sentar encostada na estante vendo quais livros eu ia ler.
A vó Diva até separou alguns que eu podia estragar, escrever, desenhar... Mas era uma enciclopédia velha, que ensinava tudo errado, segundo ela. A Barsa eu não podia estragar não. Era pra usar pra trabalho da escola.
Aprendi a gostar de ler com gibis e com os livros lindos e encantados que a vó Inge me dava e com a vó Amália que me ensinou a ler, de tanto que eu enchia a paciência dela pra ler as coisas pra mim... Minhas avós tem toda a culpa de eu ser apaixonada por livros...
Mas voltando à estante da Vó Diva, eu me deliciava mesmo era nos livros de história.
Chorei como louca no "Meu pé de laranja lima", do José Mauro de Vasconcelos. Aliás, nunca entendi porquê ninguém conhecia muito este autor. Tão bom... "Coração de Vidro", "O palácio Japonês", "Rosinha, minha canoa"... Tão lindos...
E tinha a coleção Ediouro... "Juca Mulato", poesias de Manuel Bandeira... Eu gostava mesmo era do livro de poesias do Guilherme de Almeida... Cheguei a decorar:
E "A Moreninha"? Meu primeiro romance... Ai que delícia ler aquele livro. Que dor que me dá saber que nunca mais vou ler este livro com tanta ansiedade e sem saber o final... Aquela sensação que senti da primeira vez que li foi a coisa mais linda que me lembro da época de leitura. Parecida com a que senti quando li "Senhora", do meu adorado José de Alencar. E a coleção do Machado de Assis? Era meu sonho. Acabei ganhando a coleção do Jorge Amado, quando a vó diva morreu. Mas eu não gosto de Jorge Amado. Só guardo por que era da vó.
A maioria dos livros eu lia ali, sentadinha no chão mesmo. Quando cresci um pouquinho a vó Diva deixava eu levar pra casa. Um de cada vez, pra eu não perder. Era tipo uma biblioteca.
O que eu sempre quis e nunca pude ter era a coleção inteira do Monteiro Lobato. Era muito cara. Minha mãe não podia me dar. Mas a vó Amália resolveu rapidinho: me ensinou o caminho do paraíso: Biblioteca!
Eu passava toda semana na biblioteca, pegar alguns livrinhos novos pra semana. Nunca concordei com o prazo de dez dias, e com a quantidade: 3 de cada vez? Nãaaaaooo!
Eu achava tanto livro que queria ler. 3 era muito pouco!
Entre idas e vindas, lá descobri o Marcos Rey. Que animal era ler: "O rapto do garoto de ouro", "Um cadáver ouve rádio", "O Mistério do Cinco Estrelas", "Enigma na televisão", "Um rosto no computador", "O diabo no porta-malas"...
Eu poderia ficar falando dos livros da juventude o dia inteiro. Que delícia!
E vocês do que lembram mais de terem lido e gostado quando eram crianças?
Assim que li este texto, lembrei de mim, pequenininha, indo na casa da vó Diva. Lá tinha uma estantinha de livros que era meu paraíso. Eu largava os adultos na sala, e ia me sentar encostada na estante vendo quais livros eu ia ler.
A vó Diva até separou alguns que eu podia estragar, escrever, desenhar... Mas era uma enciclopédia velha, que ensinava tudo errado, segundo ela. A Barsa eu não podia estragar não. Era pra usar pra trabalho da escola.
Aprendi a gostar de ler com gibis e com os livros lindos e encantados que a vó Inge me dava e com a vó Amália que me ensinou a ler, de tanto que eu enchia a paciência dela pra ler as coisas pra mim... Minhas avós tem toda a culpa de eu ser apaixonada por livros...
Mas voltando à estante da Vó Diva, eu me deliciava mesmo era nos livros de história.
Chorei como louca no "Meu pé de laranja lima", do José Mauro de Vasconcelos. Aliás, nunca entendi porquê ninguém conhecia muito este autor. Tão bom... "Coração de Vidro", "O palácio Japonês", "Rosinha, minha canoa"... Tão lindos...
E tinha a coleção Ediouro... "Juca Mulato", poesias de Manuel Bandeira... Eu gostava mesmo era do livro de poesias do Guilherme de Almeida... Cheguei a decorar:
E "A Moreninha"? Meu primeiro romance... Ai que delícia ler aquele livro. Que dor que me dá saber que nunca mais vou ler este livro com tanta ansiedade e sem saber o final... Aquela sensação que senti da primeira vez que li foi a coisa mais linda que me lembro da época de leitura. Parecida com a que senti quando li "Senhora", do meu adorado José de Alencar. E a coleção do Machado de Assis? Era meu sonho. Acabei ganhando a coleção do Jorge Amado, quando a vó diva morreu. Mas eu não gosto de Jorge Amado. Só guardo por que era da vó.
A maioria dos livros eu lia ali, sentadinha no chão mesmo. Quando cresci um pouquinho a vó Diva deixava eu levar pra casa. Um de cada vez, pra eu não perder. Era tipo uma biblioteca.
O que eu sempre quis e nunca pude ter era a coleção inteira do Monteiro Lobato. Era muito cara. Minha mãe não podia me dar. Mas a vó Amália resolveu rapidinho: me ensinou o caminho do paraíso: Biblioteca!
Eu passava toda semana na biblioteca, pegar alguns livrinhos novos pra semana. Nunca concordei com o prazo de dez dias, e com a quantidade: 3 de cada vez? Nãaaaaooo!
Eu achava tanto livro que queria ler. 3 era muito pouco!
Entre idas e vindas, lá descobri o Marcos Rey. Que animal era ler: "O rapto do garoto de ouro", "Um cadáver ouve rádio", "O Mistério do Cinco Estrelas", "Enigma na televisão", "Um rosto no computador", "O diabo no porta-malas"...
Eu poderia ficar falando dos livros da juventude o dia inteiro. Que delícia!
E vocês do que lembram mais de terem lido e gostado quando eram crianças?
domingo, 30 de junho de 2013
Medianeras *
Como prometido, vou escrever um pouquinho sobre um filme lindo que eu vi, e que me deixou encantada: Medianeras: Buenos Aires da Era do Amor Virtual.
O filme é todo intimista e acho que vai ser 8 ou 80. Ou você vai amá-lo ou odiá-lo. Eu amei!
Quis vê-lo porquê vou novamente pra Buenos Aires (aqui uma postagem especial sobre a cidade!) e o filme mostra uma Buenos Aires bem detalhada e na visão de moradores de lá! Só de mostrar a cidade de um outro ângulo, citar alguns pontos turísticos famosos, tentar explicar as construções e sua falta de padrão e modelo estético arquitetônico, de explicar o que são as Medianeras (fundamental na beleza metafórica do filme), e de citar "o que se pode esperar de uma cidade que virou as costas pro seu rio?", só disso tudo, já valeria a pena você assistir. A arquitetura portenha aparece como uma vilã e como metáfora de isolamento e falta de comunicação.
“Estou convencido de que as separações, os divórcios, a violência familiar, o excesso de canais a cabo, a falta de comunicação, a falta de desejo, a apatia, a depressão, o suicídio, as neuroses,os ataques de pânico, a obesidade, as contraturas, a inseguridade, a hipocondria, o estresse e o sedentarismo são responsabilidade dos arquitetos e da construção civil. Destes males, salvo o suicídio, padeço de todos.” (Frase do Martín - pouco doido?)
"Estes edifícios que se sucedem sem nenhuma lógica demonstram uma total falta de planejamento. Exatamente igual à nossa vida, vamos vivendo sem ter a mínima idéia de como queremos ser. Vivemos como se estivéssemos de passagem por Buenos Aires. Somos os inventores da cultura do inquilino. Os edifícios são cada vez menores, para dar lugar a novos edifícios, menores ainda. Os apartamentos se dividem em ambientes, e vão desde os excepcionais 5 ambientes com varanda, sala de jogos, dependência de empregados, depósito, até a quitinete, ou caixa de sapatos." (Martín again)
Mas não, não fica por aí!
O filme conta a história de Martín e Mariana. Ambos com problemas de relacionamentos, causados por relacionamentos horríveis que tiveram em suas vidas! Não, ninguém tá sofrendo de dor de cotovelo no filme! Não!!!! tão é deprimidos por terem perdido tempos preciosos de suas vidas com pessoas erradas, que não valiam a pena e nem tinham nada a ver com eles. #quemnão?
"Como é possível ser próximo de alguém tão diferente?
É a conclusão estúpida que fica de uma relação de quatro anos (...) Quatro anos são 48 meses... são 1.460 dias... são 35.040 horas com a pessoa errada." (Frase da Mariana)
Martín e Mariana não se conhecem, mas nitidamente foram feitos um para o outro! O legal é que grande parte do filme se passa sem que não haja nenhum contato entre eles, e você sente, a cada minuto, o quanto eles são próximos e parecidos. Gostos semelhantes, comportamentos complementares, angústias e medos familiares. É apaixonante torcer por eles, porque você pensa: Noooooooossaaaaa! tem alguém no mundo que vai entender a loucura dele e vai fazer ele feliz! E não vai criticar, nem querer mudar! Fofo!
E pra variar, essa pessoa tá tão perto, tão na cara, tão literalmente a um clique de você que fica até difícil de aproximar: "Se, mesmo sabendo quem eu procuro, não consigo achar... Como vou achar quem eu procuro se nem sei como é?" (Outra frase da Mariana, sim ela é bem louca, mas fofa!).
Pra saber um pouco mais, a história é narrada por estes dois personagens, que tentam se libertar das amarras da solidão que a cultura virtual e a arquitetura de Buenos Aires acarretaram para portenhos que vivem sozinhos. O diretor do filme, Gustavo Taretto, explica que quis retratar uma solidão que não é dramática, mas "uma solidão a que já estamos acostumados. De todos os dias. Solidão urbana. A solidão que sentimos quando estamos rodeados de desconhecidos"
Olha a carinha dos protagonistas:
E pra quem ficou mais curioso ainda, ta aqui o trailler:
Boa semana pra todo mundo!
* Medianeras (ou pared medianera) é nome dado àquelas paredes sem janelas dos edifícios, também chamadas de paredes cegas. Geralmente, são as paredes laterais de um prédio, que, por sua proximidade com o edifício vizinho, não se pode "abrir janelas". Muitas vezes, estes espaços são usados para afixar outdoors ou algum tipo de publicidade. Na Argentina a construção de janelas em paredes medianeras é proibido por lei, ainda assim muitos descumprem a ordem, em busca de mais claridade em seus apartamentos.
sábado, 8 de junho de 2013
Breguices e peculiaridades
Minhas amigas ontem me disseram, espero que tenha sido um elogio, que sou louca e peculiar. Como o assunto era muito abrangente, foquei apenas no aspecto gosto musical neste post.
Claro que eu detesto pagode, sertanejo, funk, axé, forró e sou mais chegada no velho e bom rockzinho, num jazz, num blues e coisas deste tipo. Masssss
Tem algumas coisas que escapam ao controle... E delas que vou falar agora...
Fábio Jr.
Com certeza foi influencia da minha mãe, mas o fato é que eu amo :)
A música acima, O que é que há? é linda e uma das minhas preferidas dele.
Além dele ser um gato, tem um jeitinho de cantar só dele, uma carinha de coitadinho misturado com safadeza, que deve deixar a maioria das mulheres com vontade de cuidar...
"Telefona! Não deixa que eu fuja... Me ocupa os espaços vazios... Me arranca desta ansiedade..." Não é fofo?
E esta:
Pareço um menino acho que é a favorita deste momento. "Você tem a luz que ilumina o nosso caminho. Depois de você descobri que não sou mais sozinho. Você é o amor que a vida me deu de presente. Sou homem maduro, mas na sua frente, pareço um menino. Você me abraça e a tristeza vai embora. A dor que existe fica da porta pra fora. A gente briga, mas é coisa que acontece, logo o coração esquece, porque a gente se adora..."
Perfeita na voz dele né? A carinha dele... Delícia de cantar, ouvir, pensar, ficar triste, e melhorar, pensando, meu Deus afff que coisa deprimente...
Amo tudo do Fábio, então nem vou colocar mais músicas dele, senão a breguice fica toda com ele...
Daniel
Lindo, fofo, bom caráter, simpático... Adoro também. É minha exceção sertaneja...
Vida minha é o cúmulo da breguice, da dor de corno. Até as moças dançando no fundo fazem o climax da coisa piegas. Mas eu gosto. Ai Jesus amado, descendo até o fundo do poço. "Olha, lá vem o sol, Vai chegar novo dia, Lá vou eu inventar esperanças de novo..."
Voz tão linda dele, né?
Só seu amor não vai embora talvez ganhe o prêmio da top lamentação. Mas é gostosinha de ouvir e cantar. E aí com o adicional do Rick e Renner que ferra de vez com qualquer bom gosto. Vergonha alheia de mim kkk "Tentei me iludir achando que podia... Esquecer você da noite pro dia... Eu não consegui tá pior agora... Ah! Ah! Só seu amor, Só seu amor não vai embora". Destaque pro Ah! Ah!
Wando
Quando se fala em coisa brega, não tem como deixar o Wando de fora. Não gosto muito dele não, aliás, que Deus o tenha... Mas falar que nunca ninguém se empolgou com o Iá iá meu iô iô, é uma mentira deslavada... Então, tem que aparecer aqui na minha lista...
"Você é luz É raio estrela e luar. Manhã de sol, Meu iaiá, meu ioiô. Você é "sim", E nunca meu "não" "
Fagner
Outro que não é favorito, mas que me encanta no tour brega é o Fagner. Mais feio do que tudo, canta com sotaque, nem faz cara bonitinha, mas num momento trash, tá no repertório...
Deslizes é fogo... "E como prêmio, Eu recebo o teu abraço. Subornando o meu desejo Tão antigo. E fecho os olhos Para todos os teus passos, Me enganando, Só assim somos amigos... Por quantas vezes, Me dá raiva de querer... Em concordar com tudo Que você me faz. Já fiz de tudo Prá tentar te esquecer, Falta coragem prá dizer Que nunca mais..."
Brega, Brega, Brega... Cult de tão brega...
Teria alguns mais... Mas já tá boa a coletânea...
Às vezes sou brega. Canto junto e tudo mais. Mas juro, são só essas, no mais, meu gosto musical é mais legal!
E as suas top bregas, quais são???
Claro que eu detesto pagode, sertanejo, funk, axé, forró e sou mais chegada no velho e bom rockzinho, num jazz, num blues e coisas deste tipo. Masssss
Tem algumas coisas que escapam ao controle... E delas que vou falar agora...
Fábio Jr.
Com certeza foi influencia da minha mãe, mas o fato é que eu amo :)
A música acima, O que é que há? é linda e uma das minhas preferidas dele.
Além dele ser um gato, tem um jeitinho de cantar só dele, uma carinha de coitadinho misturado com safadeza, que deve deixar a maioria das mulheres com vontade de cuidar...
"Telefona! Não deixa que eu fuja... Me ocupa os espaços vazios... Me arranca desta ansiedade..." Não é fofo?
E esta:
Pareço um menino acho que é a favorita deste momento. "Você tem a luz que ilumina o nosso caminho. Depois de você descobri que não sou mais sozinho. Você é o amor que a vida me deu de presente. Sou homem maduro, mas na sua frente, pareço um menino. Você me abraça e a tristeza vai embora. A dor que existe fica da porta pra fora. A gente briga, mas é coisa que acontece, logo o coração esquece, porque a gente se adora..."
Perfeita na voz dele né? A carinha dele... Delícia de cantar, ouvir, pensar, ficar triste, e melhorar, pensando, meu Deus afff que coisa deprimente...
Amo tudo do Fábio, então nem vou colocar mais músicas dele, senão a breguice fica toda com ele...
Daniel
Lindo, fofo, bom caráter, simpático... Adoro também. É minha exceção sertaneja...
Vida minha é o cúmulo da breguice, da dor de corno. Até as moças dançando no fundo fazem o climax da coisa piegas. Mas eu gosto. Ai Jesus amado, descendo até o fundo do poço. "Olha, lá vem o sol, Vai chegar novo dia, Lá vou eu inventar esperanças de novo..."
Voz tão linda dele, né?
Só seu amor não vai embora talvez ganhe o prêmio da top lamentação. Mas é gostosinha de ouvir e cantar. E aí com o adicional do Rick e Renner que ferra de vez com qualquer bom gosto. Vergonha alheia de mim kkk "Tentei me iludir achando que podia... Esquecer você da noite pro dia... Eu não consegui tá pior agora... Ah! Ah! Só seu amor, Só seu amor não vai embora". Destaque pro Ah! Ah!
Wando
Quando se fala em coisa brega, não tem como deixar o Wando de fora. Não gosto muito dele não, aliás, que Deus o tenha... Mas falar que nunca ninguém se empolgou com o Iá iá meu iô iô, é uma mentira deslavada... Então, tem que aparecer aqui na minha lista...
"Você é luz É raio estrela e luar. Manhã de sol, Meu iaiá, meu ioiô. Você é "sim", E nunca meu "não" "
Fagner
Outro que não é favorito, mas que me encanta no tour brega é o Fagner. Mais feio do que tudo, canta com sotaque, nem faz cara bonitinha, mas num momento trash, tá no repertório...
Deslizes é fogo... "E como prêmio, Eu recebo o teu abraço. Subornando o meu desejo Tão antigo. E fecho os olhos Para todos os teus passos, Me enganando, Só assim somos amigos... Por quantas vezes, Me dá raiva de querer... Em concordar com tudo Que você me faz. Já fiz de tudo Prá tentar te esquecer, Falta coragem prá dizer Que nunca mais..."
Brega, Brega, Brega... Cult de tão brega...
Teria alguns mais... Mas já tá boa a coletânea...
Às vezes sou brega. Canto junto e tudo mais. Mas juro, são só essas, no mais, meu gosto musical é mais legal!
E as suas top bregas, quais são???
domingo, 10 de março de 2013
Um último choro
Foi passando e percebi que foi tão repentina e do nada a morte do Chorão, que eu nem sequer reparei que gostava tanto do Charlie Brown e do quanto as músicas e a poesia dele fizeram parte da minha adolescência e como ainda hoje falavam tanto comigo.
Separei alguns trechos que sempre que ouço, me tocam e me fazem refletir...
A primeira que eu conheci:
"Eu me flagrei pensando em você
Em tudo que eu queria te dizer
Numa noite especialmente boa
Não há nada mais que a gente possa fazer" (Proibida pra mim)
Quantas vezes não me peguei nisso, pensando em alguém e em tudo que eu queria dizer. Pensando o óbvio mesmo: "Se não eu, quem vai fazer você feliz?". E em tantas épocas diferentes.
"Procurei me manter afastado
Mas você me conhece eu faço tudo errado, tudo errado" (Só por uma noite)
E conforme fui crescendo, anos passando, as letras foram tendo outros sentidos, como se um novo significado surgisse. Mesmo a tendo ouvido em tantos momentos diferentes...
"Eu não preciso de promessas e acho que você também
Eu não tento ser perfeito e acho que você também
Dias e noites, pensando no que fiz
Eu sou um vencedor, eu lutei pelo o que eu quis
Mas quando não se pode mais mudar tanta coisa errada
Vamos viver nossos sonhos, temos tão pouco tempo" (Como tudo deve ser)
Ele cantava muito a liberdade. O direito de ser como você é de verdade, se orgulhar disso. Mudar o errado, o mau. Mas ser como é. E como tudo deveria ser?
Ninguém precisa de promessas, de ses. As pessoas precisam ser, agir. Parece que não, mas na verdade temos todos, tão pouco tempo. E quando, "ouvindo um som e olhando o mar", se encontrar alguém que realmente seja como tudo deve ser, fazer valer a pena é um dever.
Claro, que não sou perfeita assim, mas amo me enxergar em cada verso da música e me sinto o máximo quando percebo que posso não ser tudo isso, mas sou forte, sou guerreira, mulher de verdade, cultuo bons livros e pra arrematar:
E claro, pra falar de todas as músicas que eu gosto, teria que "Te levar daqui"... Mas acho que dá pra terminar com uma mensagem linda. Que ultimamente, não me sai da cabeça:
"Um homem quando está em paz
Não quer guerra com ninguém
Eu segurei minhas lágrimas
Pois não queria demonstrar a emoção
Já que estava ali só pra observar
E aprender um pouco mais sobre a percepção
Eles dizem que é impossível encontrar o amor
Sem perder a razão
Mas pra quem tem pensamento forte
O impossível é só questão de opinião
E disso os loucos sabem" (Só os loucos sabem)
Aprendi que existem coisas que só os mais desapegados conseguem ver, sentimentos que só quem está de longe sente, que impossíveis são apenas ângulos de visão, pensamento forte não é tão horrível assim, e que não somos nada, nada mesmo, sem nossa família e sem nosso Deus, cuidando da gente de perto! E talvez para saber isso tudo, só beirando a loucura.
Valeu chorão.
Separei alguns trechos que sempre que ouço, me tocam e me fazem refletir...
A primeira que eu conheci:
"Eu me flagrei pensando em você
Em tudo que eu queria te dizer
Numa noite especialmente boa
Não há nada mais que a gente possa fazer" (Proibida pra mim)
Quantas vezes não me peguei nisso, pensando em alguém e em tudo que eu queria dizer. Pensando o óbvio mesmo: "Se não eu, quem vai fazer você feliz?". E em tantas épocas diferentes.
"Procurei me manter afastado
Mas você me conhece eu faço tudo errado, tudo errado" (Só por uma noite)
E conforme fui crescendo, anos passando, as letras foram tendo outros sentidos, como se um novo significado surgisse. Mesmo a tendo ouvido em tantos momentos diferentes...
"Eu não preciso de promessas e acho que você também
Eu não tento ser perfeito e acho que você também
Dias e noites, pensando no que fiz
Eu sou um vencedor, eu lutei pelo o que eu quis
Mas quando não se pode mais mudar tanta coisa errada
Vamos viver nossos sonhos, temos tão pouco tempo" (Como tudo deve ser)
Ele cantava muito a liberdade. O direito de ser como você é de verdade, se orgulhar disso. Mudar o errado, o mau. Mas ser como é. E como tudo deveria ser?
Ninguém precisa de promessas, de ses. As pessoas precisam ser, agir. Parece que não, mas na verdade temos todos, tão pouco tempo. E quando, "ouvindo um som e olhando o mar", se encontrar alguém que realmente seja como tudo deve ser, fazer valer a pena é um dever.
"Eu não sei fazer poesia... Mas que se foda!!!
Eu odeio gente chique eu não uso sapato... Mas que se foda!!!
Hoje você pixa quem já te ajudou,
E vem falando mal de quem já te fortaleceu
Mas um homem de verdade não se faz só com palavras
Você perdeu a moral e quem perdeu, perdeu
Se você pisar na bola, aí rapaz você vai ser cobrado
E se você pisar na bola, aí moleque tu vai ser cobrado" (Não uso sapato)
O fato é se sentir bem de ser como é. Não sei dançar, "mas que se foda". Não sei ser menos exagerada, tão comum, tão doce, tão meiga, "mas que se foda".
Desencana. O pior é ser alguém que finge ser o que não é. E aí, um dia, cada um responde pelo que é. Ser como se é tem um preço e apenas cada um pode arcar com isso. O fato é que "eu odeio hipocrisia", "mas que se foda".
O que deveríamos saber é que "Se não quiser ficar só cuide dela (e) (s) bem melhor" (Papo reto)... Mas só aprendemos isso quando a coisa passa.
Simples mesmo é entender que
"Nem tudo lhe cai bem
É um risco que se assume
O bom é não iludir ninguém" (Vícios e Virtudes)
Tendo isso em mente, fica fácil entender e aceitar as perdas:
"O tempo às vezes é alheio à nossa vontade, mas
Só o que é bom dura tempo o bastante pra se tornar inesquecível" (Vícios e Virtudes)
Penso muito nisso quando lembro das minhas bisavós! Convivi por tão pouco tempo com elas. Mas elas são tão inesquecíveis pra mim. O cheirinho delas, as histórias, os doces, a cocadinhas, o Dom Maracujá, a Scopa de 15, Shampoo Monange...
Sem tristeza. É mais pra acordar. Pensar na vida. Dizer: "Otário, eu vou te avisar, o teu intelecto é de mosca de bar" (Papo Reto) pra quem mereça ouvir, ou pra nós mesmos, quando mereçamos também.
E a música que me fazia pensar "Hoje eu acordei feliz", era:
"Ela não é
Do tipo de mulher
Que se entrega na primeira
Mas melhora na segunda
E o paraíso é na terceira
Ela tem força
Ela tem sensibilidade
Ela é guerreira
Ela é uma deusa
Ela é mulher de verdade
Ela é daquelas
Que tu gosta na primeira
Se apaixona na segunda
E perde a linha na terceira
Ela é discreta
E cultua bons livros
E ama os animais
Tá ligado, eu sou o bicho" (Ela vai voltar)
E claro, pra falar de todas as músicas que eu gosto, teria que "Te levar daqui"... Mas acho que dá pra terminar com uma mensagem linda. Que ultimamente, não me sai da cabeça:
"Um homem quando está em paz
Não quer guerra com ninguém
Eu segurei minhas lágrimas
Pois não queria demonstrar a emoção
Já que estava ali só pra observar
E aprender um pouco mais sobre a percepção
Eles dizem que é impossível encontrar o amor
Sem perder a razão
Mas pra quem tem pensamento forte
O impossível é só questão de opinião
E disso os loucos sabem" (Só os loucos sabem)
Aprendi que existem coisas que só os mais desapegados conseguem ver, sentimentos que só quem está de longe sente, que impossíveis são apenas ângulos de visão, pensamento forte não é tão horrível assim, e que não somos nada, nada mesmo, sem nossa família e sem nosso Deus, cuidando da gente de perto! E talvez para saber isso tudo, só beirando a loucura.
Valeu chorão.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Retomando...
Depois de um longo período de ausência aqui... estou retomando minhas atividades...
Retomando o controle da minha vida, impedindo que eu seja governada pela dor, rancor, inimizade e qualquer outra coisa ruim que possa existir.
Percebendo que estou bem, segura, feliz e que assim quero continuar.
Retomando realmente o controle da minha vida, e buscando viver mais leve, sem sofrer (como aprendi recentemente) e sem culpa.
Passei uns dias ausentes e percebi coisas pequenas que há muito não podia enxergar...
Ver o pôr do sol faz bem. Olhar a beleza de Deus e pensar, este tremendo Deus, que cuidou de fazer um espetáculo destes todos os dias, com certeza se importa comigo e com o que vivo e sabe, de verdade, o que é melhor pra mim!
Viajar sozinha e poder tirar um tempo pra si mesma, pra refletir, pra crescer, pra ver lugares lindos, pra perceber que na verdade, você só precisa estar bem com você mesma pra ser feliz.
Perceber que o que vale mesmo é amar demais as pessoas que mais importam pois, "as pessoas com quem você mais se importa, são tomadas de você muito depressa." Percebe que sua família e seus amigos são aqueles que sempre estarão com você. Mesmo distantes. Percebe que vale a pena fazer um esforço e estar sempre por perto deles, aproveitando cada instante de presente de presença de cada um.
Percebe que realizar um sonho é algo gratificante. Que ter condições de realizar um sonho tão jovem é um presente gigante de Deus. E se aprende a ser grato.
Este tempo ausente também me fez ver coisas mais nitidamente.
A confiança é um cristal. Quando quebrado, será que pode ser reconstituído? "Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la."
Percebi que acima de tudo preciso manter a calma. Ter e buscar minha paz de espírito. "Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas somos responsáveis por nós mesmos... Aprende que quando está com raiva tem todo o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel."
Não tenho o direito de ferir com palavras, com atos, expressões, preconceitos, exigências. Assim como não devo achar normal que me façam isso. Nem devo aceitar isso. Parece óbvio, mas não é...
Percebi também, que diferente deste blog, que ficou me esperando, enquanto eu me refazia, "não importa em quantos pedaços seu coração for partido, o mundo não fica esperando para que você o conserte." E não fica mesmo. Precisamos aprender sempre a retomar o controle, levantar do tombo, e seguir em frente.
Descobrindo novos sonhos, novas metas, novos prazeres, novas conquistas.
Já elegi algumas sonhos para 2013... Vou postar especificamente sobre algum dia. Hoje encerro citando um deles, que já estou colocando em prática...
As frases entre aspas são do famoso texto que atribuem a Shakespeare, que todo mundo já leu ou ouviu uma vez na vida, aquele: "Depois de um tempo você aprende...".
Boa semana pra todos! saudades de estar aqui!
Retomando o controle da minha vida, impedindo que eu seja governada pela dor, rancor, inimizade e qualquer outra coisa ruim que possa existir.
Percebendo que estou bem, segura, feliz e que assim quero continuar.
Retomando realmente o controle da minha vida, e buscando viver mais leve, sem sofrer (como aprendi recentemente) e sem culpa.
Passei uns dias ausentes e percebi coisas pequenas que há muito não podia enxergar...
Ver o pôr do sol faz bem. Olhar a beleza de Deus e pensar, este tremendo Deus, que cuidou de fazer um espetáculo destes todos os dias, com certeza se importa comigo e com o que vivo e sabe, de verdade, o que é melhor pra mim!
Viajar sozinha e poder tirar um tempo pra si mesma, pra refletir, pra crescer, pra ver lugares lindos, pra perceber que na verdade, você só precisa estar bem com você mesma pra ser feliz.
Perceber que o que vale mesmo é amar demais as pessoas que mais importam pois, "as pessoas com quem você mais se importa, são tomadas de você muito depressa." Percebe que sua família e seus amigos são aqueles que sempre estarão com você. Mesmo distantes. Percebe que vale a pena fazer um esforço e estar sempre por perto deles, aproveitando cada instante de presente de presença de cada um.
Percebe que realizar um sonho é algo gratificante. Que ter condições de realizar um sonho tão jovem é um presente gigante de Deus. E se aprende a ser grato.
Este tempo ausente também me fez ver coisas mais nitidamente.
A confiança é um cristal. Quando quebrado, será que pode ser reconstituído? "Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la."
Percebi que acima de tudo preciso manter a calma. Ter e buscar minha paz de espírito. "Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas somos responsáveis por nós mesmos... Aprende que quando está com raiva tem todo o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel."
Não tenho o direito de ferir com palavras, com atos, expressões, preconceitos, exigências. Assim como não devo achar normal que me façam isso. Nem devo aceitar isso. Parece óbvio, mas não é...
Percebi também, que diferente deste blog, que ficou me esperando, enquanto eu me refazia, "não importa em quantos pedaços seu coração for partido, o mundo não fica esperando para que você o conserte." E não fica mesmo. Precisamos aprender sempre a retomar o controle, levantar do tombo, e seguir em frente.
Descobrindo novos sonhos, novas metas, novos prazeres, novas conquistas.
Já elegi algumas sonhos para 2013... Vou postar especificamente sobre algum dia. Hoje encerro citando um deles, que já estou colocando em prática...
As frases entre aspas são do famoso texto que atribuem a Shakespeare, que todo mundo já leu ou ouviu uma vez na vida, aquele: "Depois de um tempo você aprende...".
Boa semana pra todos! saudades de estar aqui!
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Elvis na tela 1
Por sugestão de alguns leitores, vou fazer algumas séries de postagens - não seguidas - sobre os filmes do Rei Elvis Presley.
Espero que gostem e que, quem ainda não conhece, possa desfrutar da cultura Elvismaníaca...
GI Blues - Saudade de um pracinha (1960)
Este é um dos meus filmes preferidos. O filme foi feito depois do Rei voltar do seu serviço obrigatório no exército, na Alemanhã. O filme é ambientado na Alemanha e claro, fala de um pracinha. Em Saudades de um Pracinha, Tulsa MacLean é um artista que logo dará baixa do Exército. Tulsa está na Alemanha Ocidental e é membro de uma divisão de tanques, como Elvis.
De cara, já digo que só pela cena do Elvis cantando Wooden Heart num teatro de marionetes, já vale o filme! A cena está no vídeo abaixo, mas dentro do contexto do filme fica muito mais fofa:
Basicamente o resumo do filme é: Tulsa McLean é um soldado cujo maior sonho é ser dono de um "Night Club". Para conseguir o valor em dinheiro para que ele possa abrir o seu empreendimento, ele aceita participar de uma aposta, onde, na qual, ele deve passar uma noite com uma bailarina famosa do local. Mas, os dois acabam se apaixonando de verdade.
Pela primeira vez, o Rei cuida de um bebê em um filme e a cena é hilária.
O roteiro e a história são ótimos. Leve, engraçado, romântico. Mostra bastante o lado mais juvenil e espontâneo de Elvis. Vale muito a pena assistir!
Elenco
Elvis Presley: Tulsa McLean
Juliet Prowse: Lili
Robert Ivers: Cookie
James Douglas: Rick
Trilha sonora
"Tonight Is So Right For Love"
"What's She Really Like"
"Frankfort Special"
"Wooden Heart"
"G.I. Blues"
"Pocketfull Of Rainbows"
"Shopping Around"
"Big Boots"
"Didja Ever"
"Blue Suede Shoes"
"Doin' The Best I Can"
Loving you - A mulher que eu amo (1957)
É o segundo filme da carreira de Elvis. Logo de cara já da pra ver a semelhança do filme com a história do próprio Elvis. É um drama musical. Diferente de "Saudades de um pracinha" que vai mais para a comédia romântica musical.
Elvis interpreta um desconhecido mas talentoso cantor que tinha um som totalmente musical. Seu personagem, Deke Rivers, vem do Sul, mas ele não se adapta ao mundo da música country. Uma promotora musical megera, interpretada por Lizabeth Scott, reconhece o talento único de Deke e o explora como um novo rosto que encanta o público jovem. A mídia distorce seu encanto e o identifica como uma pessoa temperamental até Derek provar que foi tão somente um mero engano.
Curiosidade interessante: Foi neste filme que Elvis deu seu primeiro beijo em cena!
Gostei bastante, mas não é um dos meus preferidos!
Como sempre, é o Rei e vale a pena conhecer mais de sua história!
Elenco
Elvis Presley: Jimmy Tompkins (Deke Rivers)
Lizabeth Scott: Glenda Markle
Wendell Corey: Walter "Tex" Warner
Dolores Hart: Susan Jessup
James Gleason: Carl Meade
Ralph Dumke: Jim Tallman
Trilha sonora
"Mean Womam Blues"
"Teddy Bear"
"Loving You"
"Got a Lot of Living To Do"
"Lonesome Cowboy"
"Hot Dog"
"Party"
"Blueberry Hill"
"True Love"
"Don't Leave Me Now"
"Have I Told You Lately That I Love You"
"I Need You So"
sábado, 20 de outubro de 2012
BH!!!
Há alguns dias fui passear em território mineiro.
Como fui à trabalho, tive apenas o sábado e o domingo para passear e optei por ficar sábado em Belo Horizonte e passar o domingo em Ouro Preto.
Em BH, comecei conhecendo a novíssima Cidade Administrativa, com arquitetura de Niemayer... Prédios lindíssimos, mas só vale a vista, nada de interessante para fazer por lá.
Em seguida, fui ver de perto a bela Lagoa da Pampulha... Prédios Históricos, história viva da cidade, tudo isso, bem pertinho. A casa do baile, A igreja de Niemayer, os bares a beira da lagoa. Tudo muito bonito.
E mais: a prefeitura está trabalhando em um projeto para a limpeza da Lagoa. Os mineirinhos estão todos ansiosos.
Valeu muito também passar pelo Mineirão!
Poxa, que estádio imponente!
Que luxo, que lindo está ficando pós reforma pra Copa!
De longe, o estádio mais lindo que já vi.
À tarde, fui almoçar no Mercado Central. Lá realmente tem de tudo. Até patos, galinhas, peixes. Confesso que não me agradou muito, mas deu pra comprar o típico queijinho e os doces de leite.
Saindo de lá, conheci a bela Praça da Liberdade. Este lugar realmente me encantou:
E de noite, uma grande surpresa: O Palácio da Liberdade está cor de rosa, em campanha ao câncer de mama, no Outubro rosa.
Em BH, indico também o Shopping Diamond (chique pra caramba) e o Shopping Cidade, que foi meu preferido: lojas muito legais e preços muito acessíveis.
No domingo, peguei um ônibus da viação Pássaro Verde em BH para Ouro Preto. Muito tranquila a viagem e cheia de paisagens bonitas.
Logo cheguei na Praça Tiradentes. De cara, o monumento onde foi enforcado Tiradentes. Conheci muitas Igrejas lindas e museus. Claro que não podia tirar fotos das Igrejas, mas com o celular e sem flash, pode né? Ah o museu da Inconfidência é lindo mesmo!
É muito fácil andar a pé em Ouro Preto, tudo pertinho, fácil de achar. Difícil mesmo são as ladeiras.
Almocei no delicioso Bene da Flauta, comprei várias "coisinhas" de pedra sabão, na feirinha Hippie. Pechinche.
Terminei o dia no lindo e delicioso Café Cultural Ouro Preto que além de ter uma decoração maravilhosa, tem o Capuccino Ouro Preto. Juro que é o melhor Capuccino que já tomei na vida!
Bom demais!
Espero que tenham gostado e até semana que vem!
Como fui à trabalho, tive apenas o sábado e o domingo para passear e optei por ficar sábado em Belo Horizonte e passar o domingo em Ouro Preto.
Em BH, comecei conhecendo a novíssima Cidade Administrativa, com arquitetura de Niemayer... Prédios lindíssimos, mas só vale a vista, nada de interessante para fazer por lá.
Em seguida, fui ver de perto a bela Lagoa da Pampulha... Prédios Históricos, história viva da cidade, tudo isso, bem pertinho. A casa do baile, A igreja de Niemayer, os bares a beira da lagoa. Tudo muito bonito.
E mais: a prefeitura está trabalhando em um projeto para a limpeza da Lagoa. Os mineirinhos estão todos ansiosos.
Valeu muito também passar pelo Mineirão!
Poxa, que estádio imponente!
Que luxo, que lindo está ficando pós reforma pra Copa!
De longe, o estádio mais lindo que já vi.
À tarde, fui almoçar no Mercado Central. Lá realmente tem de tudo. Até patos, galinhas, peixes. Confesso que não me agradou muito, mas deu pra comprar o típico queijinho e os doces de leite.
Saindo de lá, conheci a bela Praça da Liberdade. Este lugar realmente me encantou:
E de noite, uma grande surpresa: O Palácio da Liberdade está cor de rosa, em campanha ao câncer de mama, no Outubro rosa.
Em BH, indico também o Shopping Diamond (chique pra caramba) e o Shopping Cidade, que foi meu preferido: lojas muito legais e preços muito acessíveis.
No domingo, peguei um ônibus da viação Pássaro Verde em BH para Ouro Preto. Muito tranquila a viagem e cheia de paisagens bonitas.
Logo cheguei na Praça Tiradentes. De cara, o monumento onde foi enforcado Tiradentes. Conheci muitas Igrejas lindas e museus. Claro que não podia tirar fotos das Igrejas, mas com o celular e sem flash, pode né? Ah o museu da Inconfidência é lindo mesmo!
É muito fácil andar a pé em Ouro Preto, tudo pertinho, fácil de achar. Difícil mesmo são as ladeiras.
Almocei no delicioso Bene da Flauta, comprei várias "coisinhas" de pedra sabão, na feirinha Hippie. Pechinche.
Terminei o dia no lindo e delicioso Café Cultural Ouro Preto que além de ter uma decoração maravilhosa, tem o Capuccino Ouro Preto. Juro que é o melhor Capuccino que já tomei na vida!
Bom demais!
Espero que tenham gostado e até semana que vem!
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