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domingo, 23 de junho de 2013

Misturando tudo

Seguindo minha promessa de ano novo, outrora descumprida, mas reassumida, tentando escrever semanalmente, como sempre. 
E eu não sei ainda sobre o que quero falar.
Pensei em falar sobre as manifestações. Pensei em falar sobre Limites - o que precisa acontecer pra chegar no meu limite? Pensei em falar sobre fé. Pensei em falar sobre paciência.

Vou falar de tudo.

Começando pelo meu limite e o limite dos outros.
Coisa subjetiva isso.
O que é a gota d'água pra você? Quando é que você decide que não dá mais?
Eu tenho certo problemas com isso. Sempre tenho fé nas coisas. Acho que vai melhorar. Acho que nada é por mal. Enxergo o bem nas pessoas. Demoro a perceber o que diz aquela velha música do Gabriel:

"Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!!)
Até quando vai ser saco de pancada?"

E aí essa música me lembra muito o que tá rolando aí de protestos.
Então eu paro de falar do meu limite subjetivo e falo do social.

"Não adianta olhar pro céu
Com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer
E muita greve, você pode, você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão
Virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus
Sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer!
Até quando você vai ficar usando rédea?!
Rindo da própria tragédia
Até quando você vai ficar usando rédea?!
Pobre, rico ou classe média
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
muda que o medo é um modo de fazer censura"

Deveria ser lindo pra mim, contemplar o que estamos vendo na mídia e no nosso dia a dia.
Mas, não é.
Sério mesmo. Quer protestar, sai pra rua: apoiado. Mas antes saiba pelo que vc ta protestando. Tem mano aí falando fora Dilma e votou nela nas últimas eleições. Tem gente pedindo o fim da corrupção, mas forja atestado, não devolve troco errado, etc. Tem gente que nunca andou de ônibus e sai pra falar de transporte público. Reclamar de gastos com a Copa do Mundo agora? Tinha que reclamar quando foi noticiado que seria aqui. Tenha dó né? O movimento é super legal e tá super forte. Mas a intenção não pode ser passear na rua, nem lotar o facebook de mensaginhas revolucionárias.
Não é isso que é protestar. Tem que ter conteúdo. Tem que saber o que tá fazendo. Não é só ponto de encontro. E isso me preocupa. Será que tanta atenção voltada pra este movimento, vai conseguir trazer frutos positivos? Tomara.

Tenho fé que sim. Fé. Estranho falar de fé. Porque depende do que e em que você tem fé. Fé certa mesmo, só em Deus. Fé em coisas, em partidos políticos e principalmente em pessoas, é muito vão. Acreditar ou por sua confiança em pessoas é estar fadado a decepção e o sofrimento. As pessoas não sentem o mesmo que você, não vivem o mesmo que você, não agem como você e tudo isso só gera decepção, quando o retorno é negativo.
E aí vem a revolta, a tristeza, a melancolia. E a solução? Não sei se tem, mas tem aquilo: saber por ou impor limites. As decepções seriam menores se colocássemos limites para nossa confiança. Se não tivesse acreditado, não teria sofrido. Se ao menos tivesse colocado limites antes de chegar ao limite, estaria sendo mais fácil.
E assim também, se não tivéssemos tanto acreditado que o jeitinho brasileiro daria certo, que os políticos iam acabar saindo da robalheira sozinhos, se tivéssemos colocado como limite, um governo do PT com corrupção e aí tivéssemos dado chances pra alguém novo - Simmm Marina da Silva, sou fã dela - talvez vivêssemos algo diferente hoje.

Ou não, talvez ela tivesse se corrompido também.
Talvez eu esteja exagerando neste momento na falta de fé nas pessoas. 
Culpa dos limites. Não dados.
Ou culpa do domingo, que traz a segunda e complica tudo ainda mais.

Pra terminar, um acorda leão do Foo Fighters. Será que estamos sendo fools ? O best of you está sendo desperdiçado? Vale pras manifestações, pros limites e pra fé...

"I've got a another confession, my friend
I'm no fool
I'm getting tired of starting again
Somewhere new
Were you born to resist or be abused?
I swear I'll never give in
I refuse"


Só não falei sobre paciência. Acho que estou sem ela, hoje. :(
Fé que a semana será boa. 

domingo, 29 de julho de 2012

Joshua Ledet

Já faz um tempinho que eu queria dedicar um post pra esse cara, que me deixou totalmente extasiada e encantada pela sua música. Seu nome? Joshua Ledet. Onde o conheci? American Idol 2012. Ele é o cara que deveria ter ganhado a competição e sabe-se lá por quê, não ganhou.


Ele tem 20 anos, e tem uma das vozes mais lindas que eu já ouvi! O comparo ao meu querido Elvis, que é o todo todo pra mim. 


Só pra vocês terem uma noçãozinha, olhem esta música, "It's a man world":



Claro, a letra é linda, de James Brown, já ficaria fácil dar um show. Mas a interpretação dele, a voz, me faz, juro!, assistir milhões de vezes seguidas!


Outra que eu amo é essa: "No more drama"


Eu nunca tinha ouvido essa... e fiquei encantada! More drama! More drama!
A entonação da voz dele é demais... me calma, excita, faz com que você comece a assistir e não canse, nem pisque os olhos!


E se você gosta das baladas, claro que ele canta!
E bem demais!
Runaway baby, do Bruno Marz, na minha opinião ficou muito mais legal na voz do Joshua:


Gostaram?


E tem essa também, que de tanto que eu gosto, é meu toque de celular: "Ain't to proud to beg", do Temptations:




Pra encerrar, claro, uma linda que não tem pra quem não faça lembrar de alguém...
"Without you"... 



Bom, deu pra perceber que eu virei fã, né?
Espero que vocês tenham gostado também!
Beijos e boa semana!





domingo, 22 de abril de 2012

Vingança

Ter um pensamento de vingança e realizá-lo significa apanhar um forte acesso de febre, mas que passa; ter, porém, um pensamento de vingança, sem força nem coragem para o realizar, significa trazer consigo um padecimento crónico, um envenenamento do corpo e da alma. A moral, que só olha para as intenções, avalia de igual maneira ambos os casos; em geral, considera-se o primeiro caso como pior (por causa das más consequências que o ato de vingança talvez traga consigo). Ambas as avaliações são de vistas curtas.

( Friedrich Nietzsche, in 'Humano, Demasiado Humano' )

Quem nunca teve um pensamento de vingança em sua vida, que atire a primeira pedra.
Quem nunca planejou um ato insano, e logo, mesmo que por remorso, desistiu. Envergonhado ou não?
Quem nunca torceu por uma derrota do outro, que "tanto a fez por merecer", que "tanto desmereceu seu zelo ou atenção dispensados", a quem "tanto amamos e não recebemos o mesmo em troca"?

Lupicínio Rodrigues tem uma linda letra, "Vingança"  que retrata com maestria e perfeição, o sentimento vergonhoso que por vezes se achega em nós e nos faz lembrar que somos humanos, suscetíveis aos pecados capitais:

Eu gostei tanto,
Tanto quando me contaram
Que ihe encontraram
Bebendo e chorando
Na mesa de um bar,
E que quando os amigos do peito
Por mim perguntaram
Um soluço cortou sua voz,
Não ihe deixou falar.
Eu gostei tanto,
Tanto, quando me contaram
Que tive mesmo de fazer esforço
Prá ninguém notar.
O remorso talvez seja a causa
Do seu desespero
Ela deve estar bem consciente
Do que praticou,
Me fazer passar tanta vergonha
Com um companheiro
E a vergonha
É a herança maior que meu pai me deixou;
Mas, enquanto houver força em meu peito
Eu nao quero mais nada
Só vingança, vingança, vingança
Aos santos clamar
Ela há de rolar como as pedras
Que rolam na estrada
Sem ter nunca um cantinho de seu
Pra poder descansar


Letra triste e decadente. Humilhação assumida. Mas acontece...


E quando a vida de alguém é movida à vingança? Estou assistindo a uma série, onde o tema central é Vingança. Seu nome: REVENGE (Vingança em Inglês). 

"Um evento ocorrido na infância de Emily Thornes transformou a sua vida e a tornou em quem ela é hoje em dia. A trama de Revenge está centrada na chegada de Emily a um círculo de amigos onde ninguém sabe que na verdade o que a move é a sede de vingança daqueles que destruíram sua família."

A série é muito intrigante. Apesar da protagonista ser podre de rica e ter condições de arcar com os preços da vingança, a trama é bem possível. Série viciante. O argumento de vingança de Emily é totalmente convincente e chega-se a torcer por ela. Mas ainda não expressa com tanta maestria o sentimento ruim que, agir por vingança, traz. Algumas vezes nota-se o sentimento de Emily, que ama alguém, mas para cumprir seus planos, tem de abdicar deste amor. Mas algo bem sutil, ainda, face ao horror que isso representa.

A personagem principal, e quem age dominado por este sentimento, não tem mais liberdade em seus atos, não tem escolhas momentâneas. Age e deve agir movida por seus impulsos vingativos. Abre mão de sentir. Quer apenas vingar.

Suas expressões, atos, idéias nunca são o que simplesmente são. Há sempre algo por trás.

Fica a dúvida: vivendo em clima de vingança, quem é que tem pior castigo? Quem se vinga, ou a pessoa que mereceu a vingança?