segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Elvis na tela 1


Por sugestão de alguns leitores, vou fazer algumas séries de postagens - não seguidas - sobre os filmes do Rei Elvis Presley.

Espero que gostem e que, quem ainda não conhece, possa desfrutar da cultura Elvismaníaca...




GI Blues - Saudade de um pracinha (1960)

Este é um dos meus filmes preferidos. O filme foi feito depois do Rei voltar do seu serviço obrigatório no exército, na Alemanhã. O filme é ambientado na Alemanha e claro, fala de um pracinha. Em Saudades de um Pracinha, Tulsa MacLean é um artista que logo dará baixa do Exército. Tulsa está na Alemanha Ocidental e é membro de uma divisão de tanques, como Elvis.

De cara, já digo que só pela cena do Elvis cantando Wooden Heart num teatro de marionetes, já vale o filme! A cena está no vídeo abaixo, mas dentro do contexto do filme fica muito mais fofa:




Basicamente o resumo do filme é: Tulsa McLean é um soldado cujo maior sonho é ser dono de um "Night Club". Para conseguir o valor em dinheiro para que ele possa abrir o seu empreendimento, ele aceita participar de uma aposta, onde, na qual, ele deve passar uma noite com uma bailarina famosa do local. Mas, os dois acabam se apaixonando de verdade.

Pela primeira vez, o Rei cuida de um bebê em um filme e a cena é hilária.

O roteiro e a história são ótimos. Leve, engraçado, romântico. Mostra bastante o lado mais juvenil e espontâneo de Elvis. Vale muito a pena assistir!




Elenco

Elvis Presley: Tulsa McLean
Juliet Prowse: Lili
Robert Ivers: Cookie
James Douglas: Rick

Trilha sonora

"Tonight Is So Right For Love" 
"What's She Really Like" 
"Frankfort Special" 
"Wooden Heart" 
"G.I. Blues" 
"Pocketfull Of Rainbows"
"Shopping Around" 
"Big Boots" 
"Didja Ever"
"Blue Suede Shoes"
"Doin' The Best I Can"







Loving you - A mulher que eu amo (1957) 

É o segundo filme da carreira de Elvis. Logo de cara já da pra ver a semelhança do filme com a história do próprio Elvis. É um drama musical. Diferente de "Saudades de um pracinha" que vai mais para a comédia romântica musical.

Elvis interpreta um desconhecido mas talentoso cantor que tinha um som totalmente musical. Seu personagem, Deke Rivers, vem do Sul, mas ele não se adapta ao mundo da música country. Uma promotora musical megera, interpretada por Lizabeth Scott, reconhece o talento único de Deke e o explora como um novo rosto que encanta o público jovem. A mídia distorce seu encanto e o identifica como uma pessoa temperamental até Derek provar que foi tão somente um mero engano. 

Curiosidade interessante: Foi neste filme que Elvis deu seu primeiro beijo em cena!
Gostei bastante, mas não é um dos meus preferidos!
Como sempre, é o Rei e vale a pena conhecer mais de sua história!




Elenco

Elvis Presley: Jimmy Tompkins (Deke Rivers)
Lizabeth Scott: Glenda Markle
Wendell Corey: Walter "Tex" Warner
Dolores Hart: Susan Jessup
James Gleason: Carl Meade
Ralph Dumke: Jim Tallman

Trilha sonora

"Mean Womam Blues"
"Teddy Bear"


"Loving You" 


"Got a Lot of Living To Do" 
"Lonesome Cowboy" 
"Hot Dog"
"Party" 
"Blueberry Hill" 
"True Love" 
"Don't Leave Me Now" 
"Have I Told You Lately That I Love You" 
"I Need You So" 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Desbravando o Brasil em 2012

2012 teve muitos acontecimentos importantes para mim. Bons, não tão bons, de aprimoramento, de reconhecimento, mas quero escrever aqui sobre minhas viagens e meu desbravamento deste país lindo em que vivemos.

Graças a Deus, meu trabalho me dá condições de estar viajando a trabalho e sempre que posso, aproveito para conhecer o local onde estou.

Belo Horizonte, Foz do Iguaçu e Manaus são algumas das cidades que conheci e que postei por aqui já.
Quero iniciar o ano falando do meu último local de trabalho e passeio: Rio de Janeiro!

Já tinha estado por lá outras vezes. Mas sempre muito rápido, com pouca idade. Sem poder aproveitar a cidade. O fato é que desta vez pude passar uma semana todinha por lá e posso dizer que me apaixonei pelo lugar.

Cheguei por volta do meio dia, com chuva. Invés de pensar, "que azar, não vai dar praia" me animei a ir para o centro da cidade, conhecer o Rio Antigo e principalmente a famosa Confeitaria Colombo.

Lindíssima Confeitaria Colombo
Uma boa dica é: se jogue nos transportes públicos. Fui para o centro de Metrô. Que não é tão limpo e organizado como em São Paulo, mas que funciona bem! Para chegar ao centro antigo, desça na estação Carioca, e vá caminhando! Lugares lindos e bem policiados.
Por todo o tempo me senti segura em andar por lá!

No centro me chamou atenção também a CCBB, que tem um prédio lindíssimo e a Igreja da Candelária. 

CCBB

Igreja da Candelária

Outra coisa que funciona muito muito bem no Rio é o transporte via ônibus. As linhas passam nos principais pontos turísticos, são baratas, seguras e passam sempre. Esqueça tudo o que você viu na TV. Eles aumentam muito a visão violenta do Rio. Claro que você deve ser precavido e atento, mas saiba, as coisas no Rio têm melhorado muito!

Saindo do centro, peguei um ônibus de volta para Cobacabana, onde fiquei hospedada.
Aí vai algumas dicas de hospedagem no Rio.

Eu sou adepta dos hostels, então minhas dicas:

Em Copacabana: 
- Copa Hostel
- Che Lagarto  
Em Botafogo
- El Misti

No fim da tarde, claro, a dica é andar pela praia. No Rio, o aluguel de bicicletas é muito comum e em vários pontos da praia e da cidade tem um ponto com várias bicicletas para você alugar. R$5 por dia, ou R$10 o mês. O difícil é lugar pra devolver a bike, já que você tem que encontrar outro ponto com vagas de devolução, mas no mais, funciona bem e é uma ótima idéia para deslocamento e passeio!
Eu me diverti a beça assim!

Andei por toda a Orla de Copacabana, e dei boa tarde ao Carlos Drumonnd de Andrade...



No dia seguinte, aproveitei o lindo local de trabalho e fui rever a Baía de Botafogo. A vista é linda, mas trabalhar com esta vista é tão dificil!!!!

Botafogo

De tarde, aluguei a bike e saí de Copacabana e segui até o Leblon. Que passeio maravilhoso.
Nunca tinha estado no Arpoador e a vista é uma das coisas mais lindas que vi.

Cheguei bem no horário do pôr do sol, deu pra nadar na praia de Ipanema e assistir o espetáculo no Leblon.





Bom dizer que os táxis no Rio também não são tão caros e podem ser boa opção de transporte.

Se tiver tempo, não deixe de visitar o Bondinho do pão de açucar. O lugar vale cada centavo. Imagens lindas, passeio gostoso. Inspirador.
O ingresso é R$54,00.







Obviamente, não poderia deixar de falar da Maravilha do Mundo: nosso Corcovado.
Fui como atração turística mesmo.
Mas confesso, que depois de tanta subida, quando me aproximei pertinho do Cristo e olhei para cima, vendo o Cristo, me senti no céu. Me deu uma vertigem, uma coisa boa, uma emoção. Que coisa mais linda.
Tive que ficar pouco tempo por ali. Mas se pudesse, ficaria todo o dia... A vista é linda. Mas o Cristo supera toda visão.




Faltou passear por diversos lugares: A Lapa, Barra da Tijuca, Jardim Botânico, Paquetá, Niterói... Mas é sempre bom ter outros motivos para voltar ao Rio. Certo?


Que venha 2013, e que eu tenha o triplo de viagens boas assim!

Vocês também!

domingo, 16 de dezembro de 2012

Fix You




"When you feel so tired, but you can't sleep
Stuck in reverse"


Sempre que a coisa fica muito difícil eu me pego pensando: até quando a gente deve tentar.
Porque tentar até o limite? A ponto de esgotar todas as forças e fibras? Estragar o que pode restar.


"When you try your best, but you don't succeed..."
Você dá o seu melhor. Certo, seu melhor não é o melhor em sem melhor. Mas é o que você tem. E você se dedica ao máximo, mas não tem sucesso. Não conquista nada. Ou se conquista não é o suficiente. Ainda falta muito pra atingir o topo. Suas atitudes nunca são o bastante. Até quando tentar se melhorar em troca de algo que vai sempre te exigir mais?

"When you get what you want, but not what you need..." 
E quando depois te se policiar constantemente, controlar suas reações, mudar você mesmo... Você até consegue o que queria. Mas aquilo, quando alcançado, não é o que você realmente precisava.
De que adianta chegar até um ponto se alguém não reconhece, não te recompensa, anda na direção contrária? A cobrança afasta. A falta de encanto também. Falta cuidado.

"When you lose something you can't replace..."
Quando você espera que algo seja simples. Um sim, um não. O respeito natural das coisas. E não vem. Quando a confiança é perdida, será que ela pode ser reconquistada? Como acreditar que as coisas podem ser diferentes se sempre o que se vê é a mesma coisa?

"When you love someone, but it goes to waste..." 
E quando o amor é tão grande, a ponto de ceder em tantas coisas, em querer aprender tanto, em querer melhorar, querer crescer, querer compartilhar. E tudo, tudo parece desperdiçado. A confiança se esvai. A decepção quer levar o amor embora.

Será que tem conserto?

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Tudo que vai...


"Tudo que vai
Deixa o gosto, deixa as fotos
Quanto tempo faz"

Quando pensei em escrever sobre isso, logo me veio na cabeça este trechinho do Capital Inicial.
Quanta coisa se vai.
Como tudo muda, passa, se transforma, continua, se encerra, renasce.

Hoje, não vou falar das coisas.
Nem das pessoas que se vão por escolhas próprias e que podem ser encontradas facilmente por aí.

Quero falar daqueles que se vão e não voltam mais a esta vida.

Acabo de ler que Niemeyer faleceu. Há mais ou menos 1 hora atrás.
E isso me choca. Aos 104 anos.
Repleto de obras lindas concluídas.
Cheio de notoriedade.
Com inúmeros fãs e admiradores.
Um orgulho para o Brasil.
Definitivamente cumpriu bem sua missão.
Tinha apenas uma filha, que já faleceu. 
Merecia descansar em paz.
Deveria ser fácil de aceitar.

Mas pra mim não é.
Não entendo a morte. Ou melhor, entendo.
Não entendo é a saudade.
Não entendo é aquele que falou algo pra mim sexta-feira passada não ter hoje condições de me dizer algo novamente.
Não me tranquilizo em pensar que a morte pode vir e trazer com ela a melancolia da saudade. Eterna.

Tenho um grande amigo passando por um problema grave de saúde! Um outro Oscar, um querido. Alguém que mesmo longe é tão próximo e que agora me deixa com medo de que se vá e leve consigo sua sabedoria, suas palavras doces, seus ensinamentos.
Eu deveria ser menos egoísta. Desejar seu melhor. Que não houvesse sofrimento.
Mas é triste demais pensar no nunca mais. E aí oro, acredito e peço por sua melhora.

Mesmo ele já tendo cumprido sua missão. Mesmo que sua semente já tenho sido plantada em cada um que cruzou seu caminho.

E assim, creio eu, é sempre, quando nos deparamos com a possibilidade do "E se nunca mais..."

Mas eis que leio agora uma linda frase de Niemeyer: "A linha do infinito pode vir a ganhar suaves e elegantes curvas". E isso é o que é. O além. O depois da viagem. O que será que vem depois? E o fim não era um fim?

Não sei, mas lidar com isso é difícil.

E aí lembro de outra canção. Ira!, com uma música que sempre me faz lembrar dos meus queridos que já se foram...



"É o planeta inteiro
Que respira
Sinais de vida
Em cada esquina
Tanta gente que se anima...

É quando seus amigos
Te surpreendem
Deixando a vida de repente
E não se quer acreditar...

Mas essa vida é passageira
Chorar eu sei que é besteira
Mas meu amigo!
Não dá prá segurar..."

E isso me faz pensar em tantas coisas... A vida é mesmo passageira. Enquanto uns chegam, outros se vão. Alegria aqui, tristeza ali.
Mas tem lágrimas que você não consegue segurar.
Tem pensamentos que você não consegue evitar.
Eu só queria poder segurar algumas pessoas por perto. Bem e vivendo bem por perto.

E claro Deus, eu sei que Você sabe de tudo. E sabe o melhor. 
E sabe quando uma missão chega ao fim. E sabe que eu sou um pouco resistente a isso. 
Mas vou melhorar.
Vou aprendendo a lidar com isso tudo!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Dúvidas

"O filósofo Odo Marquard observou na língua alemã uma correlação entre a palavra zwei, que significa "dois", e a palavra zweifel, que significa "dúvida", indicando que dois de tudo trazem à nossa vida a possibilidade da incerteza."(Comprometida - Liz Gilbert)

Estou lendo esta surpresa de livro delicioso da Liz Gilbert, que fala sobre casamento! E não um conteúdo romântico de casório, e sim sua história, em diversas culturas. Nem preciso dizer que estou adorando! Mais legal ainda é ver como, com o passar do tempo fomos criando expectativas e tornando o assunto tão temido por homens e mulheres.

Mas dada a dica da leitura, quero comentar aqui a frase acima, do livro.

Como, cada vez mais, vivemos cercados de dúvidas.

Casar ou investir na carreira?
Comprar um imóvel ou investir em fundos?
Almoçar um fast-food ou comida tradicional?
Viajar ou economizar?

E vai mais longe... Que carreira escolher, quando mudar, onde morar, com quem casar, que livro ver, que operadora de celular escolher, que canal assistir, que filme ver, tudo...
Estamos constantemente convivendo com dúvidas e vence ou obtêm o maior número de vitórias aquele que sabe agir com rapidez e segurança diante de uma dúvida.

Muitos não suportam a pressão de tanto terem de decidir e escolher que acabam com depressões, pânicos, inseguranças. Outros não toleram as dúvidas do outro:

"Dê-me o benefício das suas convicções, se as tiver, mas guarde para si as dúvidas. Bastam-me as que tenho." (Goethe) 

Outros ainda, não aceitam as sugestões dadas pelos mais próximos para ajudar a solucionar as dúvidas.

Cada qual sabe, ou deveria saber, lidar com as suas dúvidas.
O fato é que: 

"Existem duas espécies de idiotas: aqueles que não duvidam de nada e aqueles que duvidam de tudo."(Ligne)

O melhor de tudo: fomos e somos agraciados pelo livre arbítrio, temos o direito à dúvida e o mais, à escolha ou a não escolha.

Interessante é pensar que será que não estamos tendo opções demais?
Dois de tudo, como disse Liz Gilbert, não pode nos tornar inseguros, ingratos e insensíveis ao importante e real?

Bom refletir nisso!

Até semana que vem!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Cai não, balão...



Se hoje já fosse dezembro, meu Palmeiras estaria de novo na segundona.

"Qual a semelhança do Natal e do Palmeiras?
R. Os dois caem em dezembro."

Piadinhas como essa surgem aos montes. Eu, que sou um pouco invocada, brigo, resmungo, fico triste ou desisto. Abstraio. A coisa como está no Palmeiras, é só abstraindo.
Paixão à parte, está difícil ser Palmeirense.

E o que faz que um time tão grandioso esteja nesta situação?

O primeiro ponto que ressalto é a falta de Paixão dos jogadores. Claro que há exceções, mas a impressão que tenho é que falta sentimento. Jogadores que honram a camisa. Brigam. Choram. 
Hoje, protegidos por uma legislação mais correta porém com uma gama de direitos exagerados e valores exorbitantes, os jogadorem vem, treinam e jogam. Acabou. Não levam para casa o peso de uma derrota, não mais se desesperam em tomar ou não fazer gols, não dizem mais como o grande São Marcos: "Eu me quebro todinho de novo, mas o Palmeiras vai ganhar dessa Ponte Preta". Hoje em dia, o jogador se poupa. Se tem uma dorzinha, não joga. Se cuida. Não quer correr o risco de se quebrar, de não poder ir pra Europa, ganhar fama, dinheiro e reconhecimento.
Pouco se vê jogadores de um time só. Como até agora Neymar, Rogério Ceni, o próprio Marcos.

O segundo ponto, e que talvez seja o mais definitivo é o descompromisso e falta de foco das diretorias.
A impressão que tenho é que no Palmeiras rola algo como que uma máfia. Entra uma diretoria e desfaz o que fez a anterior. Há investimentos em coisas secundárias e desvio do foco no time.
Veja: O Palestra Itália sempre foi um charme de estádio. Será que neste momento, precisaríamos de um novo, lindo e moderno estádio? (que realmente vou ter orgulho de ter!!!) Ainda por cima se for em detrimento de uma formação de um time bom e competitivo?
De que vai valer um estádio tão lindo, na série B?
O mais triste é que a diretoria do Palmeiras não aprendeu a lição de 2002, ano da primeira queda à série B. Vai ter que passar por tudo outra vez. Triste...

O terceito ponto que cito é a absurda dispensa de técnicos quando há recorrentes resultados negativos da mesma equipe. Quando o técnico não tem identificação com a equipe e quando houveram diversos investimentos na equipe, OK, talvez caiba uma dispensa.

Agora, um cara como o Felipão é a cara do Palmeiras e penso que só ele poderia dar jeito. Sozinho? Não. Com o apoio de uma diretoria eficaz.
Mas agora Ines é morta e só nos resta torcer para um milagre...


terça-feira, 30 de outubro de 2012

O Que Esperar Quando Você Está Esperando




Ontem assisti o filme "O que esperar quando você está esperando", baseado no livro de sucesso de mesmo nome.

O filme é muito interessante e deveria ser visto pelos casais que estão em via de ter filhos. Trata de vários aspectos da chegada dos filhos... Gravidez planejada, não planejada, adoção e as mudanças que envolvem um homem, uma mulher e o casal em si. 

Homens de plantão: não sejam preconceituosos e assistam se puder.

Mas o que mais me chamou a atenção no entanto, foi um medo, receio, apavoramento mesmo que tenho sobre a decisão do tipo de parto.
Ainda não sou mãe, mas este assunto já me assombra.

Morro de medo de parto normal. As mulheres de minha família tiveram dificuldade com ele e por isso quando penso na escolha do parto, logo penso em cesárea.
Acho mais segura, mais cômoda, menos dolorida e me inspira mais paz.

Médicos e estudiosos dizem que parto normal é a melhor opção. Mas veja a seguinte citação, retirada da Revista Veja:

"Há quatro anos, em um congresso da categoria, o professor Marcelo Zugaib, chefe do departamento de obstetrícia e ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, dedicou sua concorrida palestra àquele que então considerava um princípio irrefutável: parto bom é parto normal. Foi duro e incisivo, qualificando de antiéticos os colegas que abusavam da "cesariana sem necessidade". Saiu do palco aplaudido por centenas de médicos, todos defensores do pensamento dominante. No mês passado, em outro congresso, Zugaib novamente foi convidado a proferir palestra. O título, dessa vez, era uma pergunta que por si só indica a virada na forma como os profissionais sérios abordam a questão: "Resgatar o normal é válido?" Ao microfone, o obstetra desdisse boa parte do que havia defendido com tanta veemência antes. Qualquer casal que conte com bons médicos e bons hospitais, declarou, pode e deve optar exatamente pelo tipo de procedimento que julgar mais conveniente. Se quiser se preparar para um parto normal, tudo bem; se desde a primeira consulta preferir cesárea, também não há problema. 

"Antigamente, tratávamos a cesariana como os religiosos tratavam os pecadores na época 
da Inquisição", reconhece Zugaib. "Continuo a favor do parto natural. Mas, com os avanços tecnológicos e as mudanças de costumes, não condeno mais a cesárea. Cada caso é único e cabe ao médico dar todas as informações para que o casal faça sua escolha.""

Se pensarmos que o Brasil é o campeão em cesarianas, cabe uma nova análise ao tema. Por que será que tantas mulheres optam por este tipo de parto?

Será que são os médicos? Será pela facilidade de agendamento de datas e horários convenientes?

Não sei. Acredito que sejam uma série de fatores. Eu particularmente penso que a cesarea seja a melhor opção, para pessoas como eu: nervosas, agitadas, com pânico de parto normal, com medo de ter dores, com medo de não ter força. Penso que hoje em dia uma cesariana é simples, segura, causa muito menos dor e tem recuperação rápida. 

Acredito que diante de tantos medos que tenho, é melhor que eu opte pela cesariana e tenha um parto tranqüilo. A calma e tranquilidade nesse momento tão importante e feliz na vida de uma família deve ser priorizada.

O fato é que este tipo de parto tem sido feito muitas vezes desnecessariamente, visando apenas a comodidade, do médico e da paciente. O que aí, gera um risco desnecessário. 

Na mesma matéria da Revista Veja, Marcelo cita outro aspecto importante: "Também não considero a cirurgia a opção ideal para a saúde pública porque, além de ser mais cara, não temos qualidade suficiente, em matéria de médicos e hospitais, para garantir a taxa mínima de risco de um parto normal. Mas quem tem acesso a serviços e atendimento de primeira linha pode se sentir muito melhor fazendo uma cesárea."

Antes, as vantagens da cesariana eram muito poucas, se tomássemos suas desvantagens: anestesia, corte, dor no pós-parto, mulheres encurvadas caminhando devagarinho, encolhidas, pelos corredores da maternidade. As mães que pediam este tipo de parto eram consideradas mimadas, imaturas, despreparadas até para os imensos sacrifícios exigidos pela maternidade. 

Hoje, o corte na barriga não passa de 10 centímetros e os pontos são absorvidos pelo organismo. O anestésico, além de ter menos efeitos colaterais, é injetado com uma dose de morfina que permite à mulher não sentir dor alguma no primeiro dia. Quando seu efeito passa, ela já está se movimentando normalmente e a dor residual é bem menor. Que mulher resiste?

Eu queria muito ter coragem para um parto normal. Mas por enquanto minha escolha seria cesarea.

E vocês? O que pensam disso? Os pais, as mães, os futuros. Qual seria/foi a escolha de vocês????

Ah, e por pura curiosidade, o termo cesariana vem do latim caedere, cortar, e da lenda que diz que César, o futuro imperador romano, teria sido tirado por um corte da barriga da mãe agonizante.
Interessante, né?