sexta-feira, 29 de junho de 2012

Perguntas e Respostas


“O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isto existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.” (Rubem Alves)


Por quê? Pra quê? O que? Quando? Como?
Precisa saber todas as respostas?
Claro que não. Desde que esteja confortável com a resposta que tem. Com aquilo que vê, com aquilo que sente.
Não saber tudo é uma das coisas mais mágica que Deus pôde nos conceder. Possibilitou que nos tornássemos seres sem limites. Sem reservas. Muitas vezes, sem noção. Sem noção do que é pro bem, do que é pro mal. Nos deu o livre arbítrio.
Liberdade total de ir e vir. De conduzir nossa própria vida dentro do que nossa ética e moral dizem ser o certo. Ok, dentro do que nossa sociedade afirma ser certo também.
Mas, enfim, liberdade.
Eu sou de uma geração em que as escolas, sim, ensinavam o certo. Pouco faziam pensar. Pouco construtivismo. Mas tive a sorte de ter tido bons professores e principalmente uma família que me levou a conhecer a maravilha da leitura. Alcei vôos altos por meio da leitura, do conhecimento. Me fiz maior do que as respostas prontas.
Uso as respostas prontas? Com certeza. Quando concordo e quando a resposta me convém. Não me convém? Faço minhas próprias perguntas e descubro ou invento minhas respostas.
Não gosto que questionem meus ideais. Gosto de descobrir minhas respostas por mim mesma. Aceito uma ajuda, às vezes. Mas é sozinha que eu me encontro.
Mudo minhas respostas. Elas não precisam ser as mesmas sempre.
“Eu prefiro ser, essa metamorfose ambulante. Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.” (Raul Seixas)
Não saber tudo nos faz humildes para reconhecer erros e mudar. Nos faz ter estímulo para brigar por aquilo que achamos certo.
Não saber tudo nos faz crescer em busca do correto.
Só não dá pra viver à toa. No vácuo. Na lama. Na escória. Fora da Escola da Vida.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Noite mexicana


Descobri que amoooo a comida mexicana e que fazê-la pode ser muito fácil e divertido.
Confesso que sou uma negação na cozinha, mas sempre que me disponho a fazer recebo um monte de elogios!

Achei legal então dividir com vocês algumas receitinhas que uso pra fazer essas delicinhas!

Guacamole


2 abacates bem maduros
4 limões (suco)
1 tomate picado
1/2 cebola picada
salsinha picada
sal a gosto
pimenta (Tabasco) a gosto

Modo de preparo
Misturar tudo e temperar a gosto!


Chile Beans

                                                  500g de feijão rajado
                    
500g de carne moída (eu uso patinho)/ pode fazer com carne de soja!
                                             1colher de chá de cominho
                                                     1 folha de louro
                                          2 xícaras de polpa de tomate
                                                          1 cebola
                                                    4 dentes de alho
                                                            azeite
                                       pimenta chilli, tabasco e sal à gosto
Cozinhe o feijão. Bata um terço do feijão cozido com caldo no liquidificador. Refogue o alho e a cebola no azeite e acrescente a carne moída. Mexer bem durante o refogado para a carne moída não ficar empelotada. Acrescente o chilli, o cominho, a folha de louro, sal, tabasco e a polpa de tomate. Refogue por mais alguns minutos. Coloque o feijão batido e o restante dos grãos sem o caldo. Reserve o caldo para acrecentar um pouco ao chille caso ele fique muito seco. Mexa bem e prove o tempero. Se precisar, acrescente mais sal e pimenta. Ele fica meio como uma pasta cremosa, mas não dura!


Chili
Procedimento idêntico ao Chile Beans, sem o feijão


Sour Cream

                                              1 caixinha de creme de leite
                                 1 potinho de cream cheese (philadelphia original)
                                                          1 limão
             
Bater tudo no liquidificados só para misturar. Colocar um pouco na geladeita antes de consumir para que ele obtenha uma consistencia firme.

                                                            *     *     *

O segredo é por muita pimenta em tudo. Brincadeira!!!! é que em casa, todos gostam muito de coisas apimentadas. Então, a dica é: agrade seu paladar!

Pra comer estes molhinhos eu sempre compro o Doritos sem sabor! Fica ótimo e não tem erro!

Fica muito gostoso fazer bebidinhas como Mojito, Marguerita, ou uma simples cervejinha!

E aí, vocês tem mais alguma dica ou receita mexicana para compartilhar?
Alguém sabe fazer essas bebidinhas?

terça-feira, 5 de junho de 2012

30 horas


Dias chuvosos, em casa me fazem tão bem...
A sensação de que o mundo está caindo lá fora, e eu aqui, protegida, quietinha, calma...
Recarrega minhas forças, me deixa refletir, me deixa não pensar em nada. Abstrair.
É este o período que mais descanso, me refaço: Ficar sozinha... Pensar. Não pensar.
É importante este tempo para parar! Rever o que temos até aqui. Pensar no que precisamos. Descansar o quanto devemos.
A correria do dia-dia nos faz não perceber o quão pouco precisamos para estarmos completos. Trabalhamos como loucos. Estudamos, corremos, malhamos.
Mas quando paramos, e olhamos em volta, temos um monte de filmes empoleirados na estante, que nunca vimos.
Temos vários livros novos que fomos comprando e jamais os lemos.
Temos chocolates guardados que nunca comemos.
Temos roupas com etiquetas que nunca usamos.
E por quê? Seria porquê vivemos no automático. Fazendo as coisas porque estamos acostumados, ou porque todo mundo faz, ou porque já que estou aqui mesmo, aproveito pra...
Não sei.
Queria ter mais tempo sempre.
Quantas vezes já disse que queria um dia de 30 horas? Mentira. Queria que meu dia coubesse bem nas 24h que ele tem.


Sem mais.





sexta-feira, 25 de maio de 2012

Por quê a vaca argentina vive olhando no céu? Porquê tem Boi nos Aires



Férias!!! E dessa vez, indo, enfim, conhecer Buenos Aires.
Já tenho alguns programas definidos... E quero comentá-los quando voltar.
Agora o que eu gostaria mesmo é que, quem já tiver ido, me enviasse dicas de coisas, lugares, e tudo de mais imperdível que tiver por lá!
Me ajudem!

Bom fim de semana pra todos!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Facebook


Saiu na UOL, em 15/05/2012 :

“De acordo com números da União Internacional de Telecomunicações (ITU, em inglês), o número de pessoas que acessam todos os tipos de mídias sociais ultrapassou 1 bilhão. No entanto, só o Facebook, com seus 900 milhões de usuários, responde por 90% desse número.”

E aí eu pergunto.
Quem consegue ficar sem Facebook?
É estranha a dependência que temos dele. Postar fotos, frases, constatações, reclamações, declarações, xingamentos, onde estamos.
Chegamos ao ponto de registrar onde estamos num aplicativo, pra todo mundo ver, e ser um prato cheio para assaltantes, sequestradores e demais criminosos.
Isso quando falamos das nossas informações. E quando falamos do face alheio?
Aquela obsessão em fuçar a página das ex-qualquer coisa de seu atual, talvez dos seus ex, daquela pessoa que está sempre na “crista da onda” ou “por cima da carne seca”, pessoas que há muito tempo você não vê, amigos distantes, amigos que se casaram, que se separaram, inimigos. Fuçamos em tudo.
Se fizéssemos uma estatística sobre o tempo que ficamos no Facebook, talvez nos arrependeríamos de não estar lendo um bom livro, vendo um bom filme, conversando com amigos, familiares, dormindo, descansando ou qualquer outra coisa.
Mas pra que? Se é tão bom estar conectado, não é?
É! hoje em dia estamos sempre conectados. Os celulares nos possibilitam isso. Que maravilha!
Ninguém se imagina sem um serviço que há tempos atrás não existia.
É a modernidade: entrevistas de emprego via Facebook. Encontros via Facebook. Msn agora é no Facebook. Minhas fotos do Orkut migraram para o Facebook.
Eu me confesso viciada. E vocês? Este império da comunicação e interação social terá um fim? Um substituto? O que acham?

terça-feira, 15 de maio de 2012

Manaus


Há alguns meses eu tive a sorte e a felicidade de conhecer um lugar diferente, raro e maravilhoso: Manaus.
Estive na bela cidade à trabalho e assim, tive pouco tempo pra conhecer todas as suas maravilhas, mas o que vi, me encantou.

Pra começar, sobrevoar Manaus é mágico: A água escura do Rio Negro por todo lado, e muito, muito verde.

Já chegando no aeroporto, uma grata surpresa: a loja TOP INTERNACIONAL, que é um free shop e que tem lojas espalhadas pelo centro da cidade e shoppings. E de verdade: os preços são preços de free shop!!!

Meu primeiro ponto turístico conhecido foi o Palácio da Justiça. Prédio de arquitetura impecável. Tem salas com o nome dos governadores do estado do Amazonas e exposições itinerantes. Vale a pena mesmo conhecer.


Atravessando a rua, pude enfim conhecer o Teatro Amazonas! Que coisa mais rica!
Gigantesco. Remete a todo tempo o período de ouro do ciclo da borracha. Exala riqueza.
No Teatro, são oferecidas visitas guiadas, onde são vistas salas e pavimentos interiores. Tem que conhecer! O que mais me encantou foi a imagem da Torre Eiffel vista quando se olha pra cima, do meio do Teatro.
Ainda tive a sorte de ter apresentações de orquestras gratuitas no Teatro!



Logo depois, andei no calçadão que tem em frente ao Teatro. Tomei um suco de Cupuaçu, que é sensacional, e tomei sorvete de... de... Cupuaçu! Lá tem bombons de Cupuaçu também. É muito bom, tem que experimentar!

Mais de noitinha experimentei o Tacacá. Não aprovei, veja minha cara!!!


No outro dia, fui ver o tão comentado Encontro das Águas, onde se encontram Rio Negro e Solimões.

Passeio encantador, que com certeza marcou minha vida.
Não só pela beleza das águas, do passeio em si.
Mas pela vastidão do rio, pela diferença social e cultural que conheci.
Casas em palafitas, pessoas morando praticamente em cima do rio.
Rodovias lá praticamente não existem: o que se vê são as hidrovias.



Penso em como efetivamente funciona a educação das crianças e suas oportunidades de crescimento na vida. Já que lá é tudo muito longe e demora-se muito pra alcançar.

Neste dia de passeio, pude andar pela floresta alagada, vi Vitórias Régias, conheci tribos indígenas.

Tudo encantador demais!

Manaus me conquistou. Lugar lindo. Pessoas acolhedoras. Quero muito voltar!

Ainda mais depois de ter experimentado os bombons de cupuaçu da Bombons Finos, do Manauara Shopping. Delícia!

Outros pontos valem a pena ser visitados: Palácio Rio Negro, andar pelas ruinhas do centro: é uma aventura! Restaurante Fiorentina (http://vejabrasil.abril.com.br/manaus/restaurantes/ristorante-fiorentina-31356), Top Internacional do Centro (Rua Guilherme Moreira), Praça Tenreiro Aranha: tem uma feirinha super legal lá!

Ah, só pra complementar, quando fui pra lá, fiz o passeio com a Amazon Explorers (www.amazonexplorers.com.br). Adorei o serviço!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Férias!


Fazia tempo que eu não devorava um livro, como o fiz com FÉRIAS!, da Marian Keyes.
Eu já a conhecia, adoro seus livros, sua maneira de escrever. Mas até então, não tinha ainda sido cativada com tanta intensidade.
Todos os livros dela mostram situações na ótica feminina. Mas neste caso, além da ótica feminina pude ver o tratamento que autora deu pra uma questão bem séria: Drogas.
Confesso que eu enrolei bastante pra começar a ler. Achava que séria uma coisa politicamente correta, careta campanha anti-drogas. Mas não: livro sensível, engraçado: poderia tranquilamente ser uma história real.
Pra que vocês possam entender um pouquinho da história de Férias! - ou Rachel's Holiday no original – fiz um pequeno resumo:
Rachel mora em NY. Sua vida é muito agitada e regada a festas e drogas, cujo consumo ela jura controlar. Mas não é isso que seu namorado Luke pensa.
Em um dia qualquer, cheio de coisas que deram errado, Rachel consome uma quantidade de drogas maior do que esta acostumada  e é encontrada desacordada por sua melhor amiga, com quem divide o apartamento.
Rachel deixou um bilhete e todos acharam que esta overdose havia sido uma tentativa de suicídio. Ao acordar no hospital ela não consegue convencer sua família que aquilo foi um engano completo, e que o tal bilhete não se tratava de um bilhete suicida, mas sim de uma poesia sentimentalista piegas.
Assim, a família de Rachel resolve levá-la para um centro de reabilitação. Ela vai a contragosto, mas com o pensamento de que está indo curtir umas Férias merecidas.
A dura realidade da reabilitação, e a dificuldade em admitir o seu vicio são o ponto de partida para esse romance delicioso!

O resumo acaba por aqui, já que não é justo que eu acabe com todas as surpresas que o livro traz! Mas o fato é que não tem como não gostar - e até mesmo pra mim, que nunca passei perto de qualquer droga, se identificar.

A leitura é leve. Traz perseverança, otimismo, afinal, não é fácil tratar de um assunto tão sombrio de forma leve e descontraída.

O que mais me atraiu para a leitura foi perceber que Rachel era uma mulher como às vezes eu sou. Insegura, mesmo todo mundo achando que era um poço de segurança; incoerente; louca; em busca de desafios e aventura; engraçada; linda e que se acha feia; com problemas não declarados com a família; amores não confessados... Enfim, coisas que toda mulher já teve ou foi.

Quem nunca fez algo na vida da qual não percebia que fazia mal, e sentiu aquele desespero quando finalmente percebeu o estado em que as coisas estavam?
Quem nunca se fez de durona/ durão achando que estava no controle e quando percebeu, não havia controle nenhum?

Pois é.

Se, quando lerem este livro, ficarem com vontade de ler mais Marian Keyes, tenho uma sugestão: leia Melancia, Férias!, Los Angeles e depois Tem Alguem ai?. Motivo? Tratam-se de livros que seguem uma certa sequência, já que cada livro fala de uma irmã da família Walsh:
Melancia: Claire
Férias!: Rachel
Los Angeles: Maggie
Tem Alguém aí?: Anna

Os demais livros, como Sushi, Casório, È Agora ou nunca e Um Best Seller para Chamar de meu - são livros com histórias independentes e podem ser lidos sem esta preocupação.

Aproveite. Você vai viciar!!!!