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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Partículas no tempo


Quando eu vi o filme Medianeras fiquei com muita vontade de conhecer certos lugares de Buenos Aires não pelo turismo em si, mas pra tentar ver se sentiria coisas parecidas com o que o filme mostrava no momento.
E um dos lugares que eu fiquei muito feliz de ter estado foi o Planetário Galileu Galilei, porque, pra começar eu não entendo nada de astros, estrelas, cometas, planetas e foi muito legal aprender sobre isso, mas também por que enquanto eu fiquei lá, sentada tipo como num cinema, olhando as estrelas eu senti tanta coisa boa, diferente, estranha.
Comecei a pensar no quanto a gente torna nossos problemas pesados, nossas dúvidas emblemáticas, nossos medos donos de nossas vidas.
Comecei a pensar que eu tão pequena aqui, não tenho o direito de complicar as coisas dentro de um universo que é tão bem feito, tão meticulosamente feito pra funcionar.
Que direito tenho eu de querer o caminho mais difícil, mais tortuoso, mais sofredor, se o que tenho na outra mão é um caminho tão cheio de paz, de alegria, de recompensa?
Quão difícil pode ser corrigir o que tá errado? Lutar pra tentar aquilo que se quer? Desistir daquilo que se quer quando aquilo só te trouxer tristezas? Abrir mão do que te faz sofrer? Abrir a mente pro novo? Dar uma chance pra coisas boas entrarem em sua vida?
Será que está mesmo tudo premeditado? O destino já está escrito? Somos marionetes apenas desempenhando nosso papel? Temos poder de escolha? O que eu posso decidir da minha vida enquanto ela tem pendências com outras vidas, lugares, fatos...
Não sei.
Olhar as estrelas mais de perto, no Planetário, me mostrou também que eu tenho medo. Tenho medo do que eu penso. Do que eu penso que penso. Tenho medo do que decido. Tenho medo do que não decido. Tenho medo de ficar. Tenho medo de ir. Tenho medo do sol parar de brilhar, como o filme das estrelas, apresentado no Planetário dizia que aconteceria. Sou tão pequena. Somos tão pequenos. Quem nos acode na hora deste medo?
Deus. Nossa família. Nossos amigos. Os anjos que Deus nos envia em forma de gente que a gente nunca devia deixar sair de perto da gente. E a gente sempre deixa toda essa gente ir embora em algum momento da vida. E por quê? Por quê ir embora quando se quer ficar? Por quê ficar quando se quer ir?
Por que complicar tanto tudo o que é pra ser tão fácil?
Quando se cresce e se para de fazer isso, num ciclo vicioso de erros que só fazem sofrer?
Perguntas que só precisariam de respostas tão simples. Perguntas que nem deveriam ser feitas de tão óbvias que são.

"What if there was no light
Nothing wrong nothing right
What if there was no time
And no reason or rhyme (...)
What if I got it wrong
And no poem or song

Could put right what I got wrong (...)
Every step that you take
Could be your biggest mistake
It could bend or it could break

That's the risk that you take" (Coldplay - What If)

E se, né? 

Muitos acreditam na oração, na fé. Outros, no nada. Muitos na astrologia. 
Horóscopo. Se teu horóscopo te dissesse que hoje o problema de sua vida seria resolvido, você acreditaria e esperaria que ele se resolvesse sozinho ou você se motivaria pelo que leu e iria resolvê-lo? E aí valeria o que seu horóscopo disse ou seria um efeito placebo master blaster envolvente?

Por isso prefiro acreditar na fé. Na sensação de que estou tentando fazer o melhor, apesar de nem sempre fazer o melhor. 

O bom é ter algo em que se acreditar. Até sofrer fica mais reconfortante tendo alguém ou Alguém por perto.

Boa semana povo :)

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Uma maratona de Elvis


Eu confesso que sou loucamente apaixonada pelo eterno Rei do Rock: Elvis Presley.
35 anos se passaram desde sua morte, e aconteceram no aqui no Brasil dois eventos singulares para lembrar este ídolo querido por tantos.

O primeiro foi a Elvis Experience, que teve início em 05/09/2012 e vai até 05/11/2012. No estacionamento do Shopping Eldorado, em São Paulo, é o maior tributo já visto no Brasil ao Rei do Rock. São mais de 500 objetos pessoais, vindo diretamente da mansão de Graceland, EUA, casa do cantor e que hoje sedia um museu todo dedicado à Elvis.

Desde boletim escolar, certidão de nascimento, armas, talheres à carros, motos, e seus famosos trajes.

Tirei algumas fotos da exposição, vejam só:





Fiquei muito emocionada na sala: "ELVIS NÃO MORREU", onde paredes em branco foram deixadas para serem muro de recados de seus fãs mais apaixonados, sempre assistidos por um telão com apresentações de Elvis. Emocionante!

A única coisa que me desagradou foram os preços da lojinha oficial do Elvis. Camisetas à R$300, no mínimo!
Um verdadeiro absurdo!

Mas, continuando, seguindo as comemorações, fui também no Elvis in Concert, um espetáculo de música apresentado por cantores e instrumentistas que acompanharam a carreira do rei do rock, todos com o passar de todos estes anos, mais carregados ainda de toda emoção que o evento propôs.

Chegando no Ginásio do Ibirapuera, fãs de todas as idades, já se aglomeravam, ansiosos por encontrarem seus lugares.
O meu foi bem na frente, não queria perder nada.
Quando a banda se organizou o vídeo de abertura do show foi de arrepiar!
Parecia que o Rei estava mesmo ali.
Uma projeção dele se fez frente as cortinas, e parecia que em pessoa, ele vinha saudar a platéia.
Demais.

Quando a banda começou a tocar juntamente com a voz sem igual de Elvis, em momento nenhum parecia que Elvis não estava mesmo ali.
Minha única decepção é que imaginei que a projeção de Elvis seria em 3d durante todo o show, como esta do Tupac. Mas não foi. Mas do jeito que foi, foi lindo demais.

O espetáculo misturou a performance de uma orquestra completa, com uma projeção de imagens do rei em um telão de led gigante. Não dava pra não ficar com os olhos cheio dágua. Não dava pra não suspirar: Nossa como ele era lindo!

As imagens pouparam Elvis do envelhecimento. A maioria das imagens vem do especial Aloha From Hawaii, gravado e exibido em 1973, e de Elvis: That's The Way It Is, de 1970 e do meu preferido 68 Come Back Edition!

O fim de Also Sprach Zarathustra, música que costumava abrir vários shows de Elvis, foi a deixa para que a TCB Band, banda de apoio de Elvis, começasse See See Rider, diante de uma plateia enlouquecida, que mais se fixava no telão com Elvis do que com a sua atuação.

As músicas apresentadas foram, nessa ordem:

01) Also Sprach Zarathustra (Tema de 2001: Uma Odisseia no Espaço)
02) See See Rider (Aloha)
03) Burning Love (Aloha) - AMOOOOOO
04) Steamroller Blues (Aloha)
06) Apresentação da banda
07) Johnny B. Goode (Aloha)
08) You Gave Me a Mountain (Aloha)
09) That's All Right (TTWII)
10) Hound Dog (TTWII)
11) Don't Be Cruel (TTWII) - AMOOOOOOOOOO
12) Heartbreak Hotel (TTWII)
13) Are You Lonesome Tonight (TTWII) - SENSACIONAL
14) All Shook Up (TTWII)
15) Blue Suede Shoes (TTWII)
16) Love Me Tender (TTWII)
17) In the Ghetto (TTWII)
18) Sweet, Sweet Spirit How Great Thou Art If I Can Dream ('68 Special) - EMOCIONANTEE
19) Trouble ('68 Special)
20) Polk Salad Annie (TTWII)
21) You've Lost That Loving Feeling (TTWII) - DE ARREPIAR!!!
22) You Don't Have To Say You Love Me (TTWII) - PERFEITA
23) Mystery Train/Tiger Man (TTWII)
24) Bridge Over Troubled Water (TTWII)
25) The Wonder Of You (TTWII) - AMOOOOOOOOOOOOOO
26) Suspicious Minds (TTWII) - O POVO PIROU!!!
27) I'll Remember You (Aloha)
28) What Now My Love (Aloha)
29) Long Tall Sally/Whole Lotta Shakin' Goin' On (Aloha)
30) A Big Hunk O' Love (Aloha)
31) My Way (Aloha)
32) An American Trilogy (Aloha)
33) Can't Help Falling In Love (Aloha) 

Veja alguma das fotos que tirei:





Pra resumir: Grande emoção e felicidade por ter ido. Mas senti que faltava o mais importante: ELE.


Para maiores informações: 
Elvis Experience, clique aqui: http://www.ingressorapido.com.br/evento.aspx?ID=20969
Elvis in Concert, clique aqui: http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=20975

terça-feira, 22 de maio de 2012

Facebook


Saiu na UOL, em 15/05/2012 :

“De acordo com números da União Internacional de Telecomunicações (ITU, em inglês), o número de pessoas que acessam todos os tipos de mídias sociais ultrapassou 1 bilhão. No entanto, só o Facebook, com seus 900 milhões de usuários, responde por 90% desse número.”

E aí eu pergunto.
Quem consegue ficar sem Facebook?
É estranha a dependência que temos dele. Postar fotos, frases, constatações, reclamações, declarações, xingamentos, onde estamos.
Chegamos ao ponto de registrar onde estamos num aplicativo, pra todo mundo ver, e ser um prato cheio para assaltantes, sequestradores e demais criminosos.
Isso quando falamos das nossas informações. E quando falamos do face alheio?
Aquela obsessão em fuçar a página das ex-qualquer coisa de seu atual, talvez dos seus ex, daquela pessoa que está sempre na “crista da onda” ou “por cima da carne seca”, pessoas que há muito tempo você não vê, amigos distantes, amigos que se casaram, que se separaram, inimigos. Fuçamos em tudo.
Se fizéssemos uma estatística sobre o tempo que ficamos no Facebook, talvez nos arrependeríamos de não estar lendo um bom livro, vendo um bom filme, conversando com amigos, familiares, dormindo, descansando ou qualquer outra coisa.
Mas pra que? Se é tão bom estar conectado, não é?
É! hoje em dia estamos sempre conectados. Os celulares nos possibilitam isso. Que maravilha!
Ninguém se imagina sem um serviço que há tempos atrás não existia.
É a modernidade: entrevistas de emprego via Facebook. Encontros via Facebook. Msn agora é no Facebook. Minhas fotos do Orkut migraram para o Facebook.
Eu me confesso viciada. E vocês? Este império da comunicação e interação social terá um fim? Um substituto? O que acham?