terça-feira, 15 de maio de 2012

Manaus


Há alguns meses eu tive a sorte e a felicidade de conhecer um lugar diferente, raro e maravilhoso: Manaus.
Estive na bela cidade à trabalho e assim, tive pouco tempo pra conhecer todas as suas maravilhas, mas o que vi, me encantou.

Pra começar, sobrevoar Manaus é mágico: A água escura do Rio Negro por todo lado, e muito, muito verde.

Já chegando no aeroporto, uma grata surpresa: a loja TOP INTERNACIONAL, que é um free shop e que tem lojas espalhadas pelo centro da cidade e shoppings. E de verdade: os preços são preços de free shop!!!

Meu primeiro ponto turístico conhecido foi o Palácio da Justiça. Prédio de arquitetura impecável. Tem salas com o nome dos governadores do estado do Amazonas e exposições itinerantes. Vale a pena mesmo conhecer.


Atravessando a rua, pude enfim conhecer o Teatro Amazonas! Que coisa mais rica!
Gigantesco. Remete a todo tempo o período de ouro do ciclo da borracha. Exala riqueza.
No Teatro, são oferecidas visitas guiadas, onde são vistas salas e pavimentos interiores. Tem que conhecer! O que mais me encantou foi a imagem da Torre Eiffel vista quando se olha pra cima, do meio do Teatro.
Ainda tive a sorte de ter apresentações de orquestras gratuitas no Teatro!



Logo depois, andei no calçadão que tem em frente ao Teatro. Tomei um suco de Cupuaçu, que é sensacional, e tomei sorvete de... de... Cupuaçu! Lá tem bombons de Cupuaçu também. É muito bom, tem que experimentar!

Mais de noitinha experimentei o Tacacá. Não aprovei, veja minha cara!!!


No outro dia, fui ver o tão comentado Encontro das Águas, onde se encontram Rio Negro e Solimões.

Passeio encantador, que com certeza marcou minha vida.
Não só pela beleza das águas, do passeio em si.
Mas pela vastidão do rio, pela diferença social e cultural que conheci.
Casas em palafitas, pessoas morando praticamente em cima do rio.
Rodovias lá praticamente não existem: o que se vê são as hidrovias.



Penso em como efetivamente funciona a educação das crianças e suas oportunidades de crescimento na vida. Já que lá é tudo muito longe e demora-se muito pra alcançar.

Neste dia de passeio, pude andar pela floresta alagada, vi Vitórias Régias, conheci tribos indígenas.

Tudo encantador demais!

Manaus me conquistou. Lugar lindo. Pessoas acolhedoras. Quero muito voltar!

Ainda mais depois de ter experimentado os bombons de cupuaçu da Bombons Finos, do Manauara Shopping. Delícia!

Outros pontos valem a pena ser visitados: Palácio Rio Negro, andar pelas ruinhas do centro: é uma aventura! Restaurante Fiorentina (http://vejabrasil.abril.com.br/manaus/restaurantes/ristorante-fiorentina-31356), Top Internacional do Centro (Rua Guilherme Moreira), Praça Tenreiro Aranha: tem uma feirinha super legal lá!

Ah, só pra complementar, quando fui pra lá, fiz o passeio com a Amazon Explorers (www.amazonexplorers.com.br). Adorei o serviço!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Férias!


Fazia tempo que eu não devorava um livro, como o fiz com FÉRIAS!, da Marian Keyes.
Eu já a conhecia, adoro seus livros, sua maneira de escrever. Mas até então, não tinha ainda sido cativada com tanta intensidade.
Todos os livros dela mostram situações na ótica feminina. Mas neste caso, além da ótica feminina pude ver o tratamento que autora deu pra uma questão bem séria: Drogas.
Confesso que eu enrolei bastante pra começar a ler. Achava que séria uma coisa politicamente correta, careta campanha anti-drogas. Mas não: livro sensível, engraçado: poderia tranquilamente ser uma história real.
Pra que vocês possam entender um pouquinho da história de Férias! - ou Rachel's Holiday no original – fiz um pequeno resumo:
Rachel mora em NY. Sua vida é muito agitada e regada a festas e drogas, cujo consumo ela jura controlar. Mas não é isso que seu namorado Luke pensa.
Em um dia qualquer, cheio de coisas que deram errado, Rachel consome uma quantidade de drogas maior do que esta acostumada  e é encontrada desacordada por sua melhor amiga, com quem divide o apartamento.
Rachel deixou um bilhete e todos acharam que esta overdose havia sido uma tentativa de suicídio. Ao acordar no hospital ela não consegue convencer sua família que aquilo foi um engano completo, e que o tal bilhete não se tratava de um bilhete suicida, mas sim de uma poesia sentimentalista piegas.
Assim, a família de Rachel resolve levá-la para um centro de reabilitação. Ela vai a contragosto, mas com o pensamento de que está indo curtir umas Férias merecidas.
A dura realidade da reabilitação, e a dificuldade em admitir o seu vicio são o ponto de partida para esse romance delicioso!

O resumo acaba por aqui, já que não é justo que eu acabe com todas as surpresas que o livro traz! Mas o fato é que não tem como não gostar - e até mesmo pra mim, que nunca passei perto de qualquer droga, se identificar.

A leitura é leve. Traz perseverança, otimismo, afinal, não é fácil tratar de um assunto tão sombrio de forma leve e descontraída.

O que mais me atraiu para a leitura foi perceber que Rachel era uma mulher como às vezes eu sou. Insegura, mesmo todo mundo achando que era um poço de segurança; incoerente; louca; em busca de desafios e aventura; engraçada; linda e que se acha feia; com problemas não declarados com a família; amores não confessados... Enfim, coisas que toda mulher já teve ou foi.

Quem nunca fez algo na vida da qual não percebia que fazia mal, e sentiu aquele desespero quando finalmente percebeu o estado em que as coisas estavam?
Quem nunca se fez de durona/ durão achando que estava no controle e quando percebeu, não havia controle nenhum?

Pois é.

Se, quando lerem este livro, ficarem com vontade de ler mais Marian Keyes, tenho uma sugestão: leia Melancia, Férias!, Los Angeles e depois Tem Alguem ai?. Motivo? Tratam-se de livros que seguem uma certa sequência, já que cada livro fala de uma irmã da família Walsh:
Melancia: Claire
Férias!: Rachel
Los Angeles: Maggie
Tem Alguém aí?: Anna

Os demais livros, como Sushi, Casório, È Agora ou nunca e Um Best Seller para Chamar de meu - são livros com histórias independentes e podem ser lidos sem esta preocupação.

Aproveite. Você vai viciar!!!!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Sapato Velho



Fui a um show do Roupa Nova sábado, e a música de abertura foi "Sapato Velho". A música "gruda" na cabeça e desde então venho cantarolando-a... A música é de Mu Carvalho, Cláudio Nucci e Paulinho Tapajós. A canção fez parte do disco ROUPA NOVA (1981) e é uma das mais conhecidas do grupo.


Você lembraaaaaaaaaaa???


Aí parei pra pensar na letra... E fiquei confortada por ter nestes dias esta música na minha cabeça:



Você lembra, lembra!
Daquele tempo
Eu tinha estrelas nos olhos
Um jeito de herói
Era mais forte e veloz
Que qualquer mocinho
De cowboy...

Você lembra, lembra!
Eu costumava andar
Bem mais de mil léguas
Prá poder buscar
Flores-de-maio azuis
E os seus cabelos enfeitar...

Água da fonte
Cansei de beber
Prá não envelhecer
Como quisesse
Roubar da manhã
Um lindo pôr-de-sol
Hoje não colho mais
As flores-de-maio
Nem sou mais veloz
Como os heróis...

É! Talvez eu seja
Simplesmente
Como um sapato velho
Mas ainda sirvo
Se você quiser
Basta você me calçar
Que eu aqueço o frio
Dos seus pés...

Água da fonte
Cansei de beber
Prá não envelhecer
Como quisesse
Roubar da manhã
Um lindo pôr-de-sol
Hoje não colho mais
As flores-de-maio
Nem sou mais veloz
Como os heróis...

É! Talvez eu seja
Simplesmente
Como um sapato velho
Mas ainda sirvo
Se você quiser
Basta você me calçar
Que eu aqueço o frio
Dos seus pés...






A letra me faz pensar tanta coisa nostálgica e boa. Como éramos animados, corajosos, estimulantes, ágeis antes. Íamos tão longe em busca do pouco que faltava. 


Não que hoje não façamos mais isso. Fazemos. Muito. Mas antes era mais simples.
Qualquer meia coisa era a mais importante.


Nada em tom desanimador. NÃO. Talvez eu seja simplesmente como um sapato velho, mas ainda sirvo... basta você me calçar e eu aqueço o frio.


Efetivamente funciono. Cansei de beber água da fonte, pra não envelhecer. Ainda não quero. Envelhecer é tão difícil. Mas só envelhecendo eu pude ganhar a maturidade e pude conquistar a clareza que posso gozar hoje. Dádiva de Deus.


Sou hoje o produto do que meus sonhos o fizeram ontem.
Me orgulho de ter sido tão determinada, de ter andado mais de mil léguas pra poder buscar flores... Me orgulho por ter persistido. Das minhas estrelas nos olhos. Ainda as tenho. As cultivo desde quando ainda era um sapato novo.


Não me arrependo do que fiz, faria tudo de novo... Canta uma canção sertaneja popular. Foi o que fiz antes que me tornou quem sou hoje. E apesar de cheia de imperfeições, gosto do que vejo e me alegro por ter onde melhorar.


Sou um sapato velho que serve. Para sempre. 

domingo, 22 de abril de 2012

Vingança

Ter um pensamento de vingança e realizá-lo significa apanhar um forte acesso de febre, mas que passa; ter, porém, um pensamento de vingança, sem força nem coragem para o realizar, significa trazer consigo um padecimento crónico, um envenenamento do corpo e da alma. A moral, que só olha para as intenções, avalia de igual maneira ambos os casos; em geral, considera-se o primeiro caso como pior (por causa das más consequências que o ato de vingança talvez traga consigo). Ambas as avaliações são de vistas curtas.

( Friedrich Nietzsche, in 'Humano, Demasiado Humano' )

Quem nunca teve um pensamento de vingança em sua vida, que atire a primeira pedra.
Quem nunca planejou um ato insano, e logo, mesmo que por remorso, desistiu. Envergonhado ou não?
Quem nunca torceu por uma derrota do outro, que "tanto a fez por merecer", que "tanto desmereceu seu zelo ou atenção dispensados", a quem "tanto amamos e não recebemos o mesmo em troca"?

Lupicínio Rodrigues tem uma linda letra, "Vingança"  que retrata com maestria e perfeição, o sentimento vergonhoso que por vezes se achega em nós e nos faz lembrar que somos humanos, suscetíveis aos pecados capitais:

Eu gostei tanto,
Tanto quando me contaram
Que ihe encontraram
Bebendo e chorando
Na mesa de um bar,
E que quando os amigos do peito
Por mim perguntaram
Um soluço cortou sua voz,
Não ihe deixou falar.
Eu gostei tanto,
Tanto, quando me contaram
Que tive mesmo de fazer esforço
Prá ninguém notar.
O remorso talvez seja a causa
Do seu desespero
Ela deve estar bem consciente
Do que praticou,
Me fazer passar tanta vergonha
Com um companheiro
E a vergonha
É a herança maior que meu pai me deixou;
Mas, enquanto houver força em meu peito
Eu nao quero mais nada
Só vingança, vingança, vingança
Aos santos clamar
Ela há de rolar como as pedras
Que rolam na estrada
Sem ter nunca um cantinho de seu
Pra poder descansar


Letra triste e decadente. Humilhação assumida. Mas acontece...


E quando a vida de alguém é movida à vingança? Estou assistindo a uma série, onde o tema central é Vingança. Seu nome: REVENGE (Vingança em Inglês). 

"Um evento ocorrido na infância de Emily Thornes transformou a sua vida e a tornou em quem ela é hoje em dia. A trama de Revenge está centrada na chegada de Emily a um círculo de amigos onde ninguém sabe que na verdade o que a move é a sede de vingança daqueles que destruíram sua família."

A série é muito intrigante. Apesar da protagonista ser podre de rica e ter condições de arcar com os preços da vingança, a trama é bem possível. Série viciante. O argumento de vingança de Emily é totalmente convincente e chega-se a torcer por ela. Mas ainda não expressa com tanta maestria o sentimento ruim que, agir por vingança, traz. Algumas vezes nota-se o sentimento de Emily, que ama alguém, mas para cumprir seus planos, tem de abdicar deste amor. Mas algo bem sutil, ainda, face ao horror que isso representa.

A personagem principal, e quem age dominado por este sentimento, não tem mais liberdade em seus atos, não tem escolhas momentâneas. Age e deve agir movida por seus impulsos vingativos. Abre mão de sentir. Quer apenas vingar.

Suas expressões, atos, idéias nunca são o que simplesmente são. Há sempre algo por trás.

Fica a dúvida: vivendo em clima de vingança, quem é que tem pior castigo? Quem se vinga, ou a pessoa que mereceu a vingança?

terça-feira, 17 de abril de 2012

Barra do Una

Dia desses, fui surpreendida com uma bela e singular vista... 




Esta estreita faixa de areia entre águas, mais faz parecer com uma ilha, mas é a maravilhosa beleza natural de BARRA DO UNA. Há 38 km de Bertioga e 147 km de São Paulo, esta praia guarda um tom de deserto, sem perder o charme do litoral paulista.

À direita, na foto, o Rio Una. À esquerda o mar.

De manhã cedinho, o que se pode ver, é uma aguinha azul turquesa, no cantinho norte da praia... Local onde o mar se encontra com o riozinho.


Simmm, é clarinho mesmo!!! Neste momento, você tenta por todos os ângulos tirar fotos. Fotos que consigam expressar um pouquinho da beleza do lugar. Fica difícil!

Conforme a maré vai subindo, e as águas vão ficando mais revoltas, a aventura toma o lugar do turquesa... mas sem tirar a beleza do lugar... O divertido torna-se deixar-se ser levado pela maré, em direção ao riozinho. CUIDADO, A CORRENTEZA PODE FICAR FORTE...

vista panoramica... esquerda riozinho, direita oceano!

Encontro das aguas, com a maré subindo!

A praia salgada da Barra do Una é meio de tombo, então, cuidado para aproveitá-la. Indo em turma, fica sossegado pra tentar ir um pouco mais no fundo para fugir da quebradeira das ondas... Praia bem natureba! Da pra ver um monte de sirizinho - ODEIO. 

E os cachorrinhos da praia? Um encanto a parte... Brincalhoes... bons nadadores. Um encanto.

Quer mais uma prova que o lugar é um paraíso? O dia estava nublado. E minhas fotos, ainda assim, estavam lindas!!!

Obrigada Deus, por ter feito um lugar tão lindo... Que por tantas vezes passei reto, nem sequer entrei pra conhecer, e que agora, tenho a satisfação de ter conhecido e de poder compartilhar!!!

Sentimento que pude trazer de lá? Paz... Muita... Lugar deu a sensação gostosa de estar em dia comigo, com Deus, com o que me faz ser quem sou.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

TRESemmé


Normalmente eu não tenho muita paciência pra ficar trocando de shampoo.
Não gosto de ficar testando, uso sempre o mesmo: PANTENE RESTAURAÇÃO PROFUNDA. Alternando com o Phitoervas Vitalizador de Colágeno.

Mas, esses dias caí na tentação de experimentar a novidade TRESemmé. Escolhi o “Reconstrução e Força ”. 



O que ele promete:

Previne a quebra dos fios, revitalizando o cabelo enfraquecido.
Sua fórmula com Vitamina B6, Colágeno e Queratina, repara e revitaliza os fios fragilizados e quebradiços.
Cabelos saudáveis e fortes, como cuidados no salão.
O avançado sistema fortalecedor, fortalece o fio e proporciona um tratamento intenso para recuperar a densidade da fibra capilar.

O que eu percebi:
Pra começar eu amei o cheiro. E o melhor, não passa na hora. Lavei ontem e ainda está com um cheirinho doce nele!
Estava meio receosa antes de usar porque eu gosto de shampoo que faz espuma. Como ele é sem sal, imaginei que não faria. Pelo contrário: faz muita espuma e da realmente a sensação de limpeza que nós brasileiros gostamos tanto.
Depois de secos, percebi meus cabelos mais resistentes sim e com uma leveza no toque. Realmente parecendo estar mesmo revitalizado.
Percebi também que eles ficam menos arrepiados, mesmo quando meio úmidos ainda.
O brilho que deixou nos meus cabelos também foi sensacional!

Estou encantada!!! Usem!
Alguém já experimentou as outras linhas TRESemmé?

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Singular

Um tanto quanto singular. Sozinha no meio de tanta gente. Estranha diante de tanta normalidade.
Assim me sinto por muitas vezes. Incompreendida.
Quando calma, me querem raivosa. Quando quieta, deveria gritar. Quando crente e com fé, deveria duvidar, questionar.
São coisas demais que deveriam influenciar o que tem significado só para mim.
Penso, acredito, me enraiveço, acredito, duvido, grito. Perco a cabeça, falo demais, me silencio. Assim sou eu: imperfeita. E feliz, até o momento, com que o construí de mim. 
Coerente? Sim! Sigo a minha coerência. Lógica? Sempre seguindo as coisas que têm lógica pra mim.
Não aceito tudo que me mostram. Não compro tudo que vejo.
Sigo o que é importante pra mim.
Meu erro? Pensar que ser assim está bom. Acreditar que, por não me rebelar com tanta facilidade, não defender tanto meus pontos de vista, apreciar mais o ouvir do que o falar, e muitas vezes preferir silenciar, pode ser bem entendido por todos.
Não é. Dá a impressão de arrogância, frieza, superioridade, orgulho.
E isso é triste. Saber que não parte nenhuma má idéia de você, nenhum desejo ruim. E ser muitas vezes mal interpretada. 

Cansa. Desmotiva.

Irrita.