Chego
a conclusão, depois de muita reflexão que a consciência tranquila
também é um conceito relativo. Hoje em dia valores éticos e morais estão
tão deturpados que honestidade, caráter, confiança, generosidade, e
tantos outros conceitos passaram a ser deturpáveis e as pessoas
conseguem definir o quanto e quando vale a pena dizer a verdade, ser
fiel, não trair.
Ainda vivo me martirizando, perguntando como
ainda não desisti de ser sincera, honesta, correta, fiel diante de
tantas atrocidades que acontecem em frente aos meus olhos e percebo que
está bem!
Prefiro ser a enganada do que a que engana.
Prefiro ser a que apanha e não a que bate.
Prediro ser a que chora do que a que agride.
E
acho que por mais que as pessoas se digam livres de remorsos,
arrependimentos e se enxerguem corretas, idôneas, confiáveis, seus
maiores castigos são as convivências e reminiscências diárias das
atrocidades que cometeram.
Cada um sabe seu erro. Sabe o quanto humilhou, o quanto brincou, o quanto destratou, o quanto jogou fora coisas de valor.
Em muitos casos há desculpas, há perdão, há recomeços.
Nada mais feliz e recompensador do que o perdão, do que recomeçar, do que reconquistar.
Não há vergonha em ceder, em perdoar, em dar nova chance.
Conheço situações em que o recomeço foi mais encantador que a primeira vez.
No
entanto, há pessoas que erram, se arrependem, não mudam, erram
novamente, e perdem a chance de recomeçarem e reviverem o que lhes eram
de tão importante. E aí caem num ciclo vicioso de mentiras, de
relacionamentos falsos, de invenções de mentiras para o seu próprio
conforto. E aí só sofrem.
Querem se desvencilhar do passado de mentiras e se afundam cada vez mais nelas. Envolvendo cada vez mais pessoas inocentes.
Machucando cada vez mais a si e aos outros.
Um desejo?
Que saibamos todos melhorar.
Todos?
Sim. Os que agem assim e também a mim, que tenho meus erros: Ter um
limite de perdões diante das atrocidades. Chego no meu limite e desisto.
Queria conseguir tolerar a humilhação, a dor e ser realmente mais corajosa de acreditar de novo.
Ainda não consigo!
sexta-feira, 27 de junho de 2014
terça-feira, 17 de junho de 2014
Mais um
E mais um ano chegando e eu aqui esperando que as mudanças que quero pra minha vida cheguem. Que a maturidade tome conta de mim do que eu sou e que eu aprenda a ter e dar valor pro que deve ser valorizado e que eu consiga deixar pra trás o que tem que ser deixado.
Neste novo ano quero que tudo seja completo. Nada de restos, retalhos, migalhas ou pedaços. Minha esperança é que nada me apareça pela metade. Como diz a música, quero que quando eu ficar triste, que seja por um dia e não um ano inteiro. Quero ter um ano mais feliz.
Há cada 4 anos meu aniversário coincide com a Copa e é estranho e gostoso ver que isso transforma as pessoas. Vivemos estes dias como se nada importasse além da bola. Todo dia é motivo pra festa, cada jogo é um evento. E sempre lembro do meu aniversário assim há cada 4 anos. Gosto desse clima que faz com que os eventos sejam mais importantes que a minha data. Tenho um sentimento de ter responsabilidade em estar bem a cada ano que passa. E quando isso não coincide muito com o que estou vivendo, me sinto muito incapaz.
Apesar de dolorido, este ano tem sido revelador. Conheci grandes sentimentos. Grande amor, grandes e deliciosas amizades, grandes decepções com outras amizades, grandes reencontros com amizades antigas, grandes desafios profissionais, grandes aproximações e e realizações. Muito mais motivos pra agradecer do que pra reclamar.
E ainda assim, eu reclamo.
Acabo de ler: Coisas boas acontecem o tempo inteiro, mas a mente registra com mais firmeza os eventos ruins. Sabe por que? Porque você não agradece devidamente quando algo bom acontece: o agradecimento marca a memória do evento.
Que eu tente então, ao contrário dos outros anos, comemorar de verdade mais este ano de vida que eu amo viver.
Neste novo ano quero que tudo seja completo. Nada de restos, retalhos, migalhas ou pedaços. Minha esperança é que nada me apareça pela metade. Como diz a música, quero que quando eu ficar triste, que seja por um dia e não um ano inteiro. Quero ter um ano mais feliz.
Há cada 4 anos meu aniversário coincide com a Copa e é estranho e gostoso ver que isso transforma as pessoas. Vivemos estes dias como se nada importasse além da bola. Todo dia é motivo pra festa, cada jogo é um evento. E sempre lembro do meu aniversário assim há cada 4 anos. Gosto desse clima que faz com que os eventos sejam mais importantes que a minha data. Tenho um sentimento de ter responsabilidade em estar bem a cada ano que passa. E quando isso não coincide muito com o que estou vivendo, me sinto muito incapaz.
Apesar de dolorido, este ano tem sido revelador. Conheci grandes sentimentos. Grande amor, grandes e deliciosas amizades, grandes decepções com outras amizades, grandes reencontros com amizades antigas, grandes desafios profissionais, grandes aproximações e e realizações. Muito mais motivos pra agradecer do que pra reclamar.
E ainda assim, eu reclamo.
Acabo de ler: Coisas boas acontecem o tempo inteiro, mas a mente registra com mais firmeza os eventos ruins. Sabe por que? Porque você não agradece devidamente quando algo bom acontece: o agradecimento marca a memória do evento.
Que eu tente então, ao contrário dos outros anos, comemorar de verdade mais este ano de vida que eu amo viver.
terça-feira, 3 de junho de 2014
Tirando o foco
Costumo sempre falar de mim. Do que penso, do que sou.
Me peguei pensando em como seria se eu fosse o outro, diante de tantas decisões tomadas por mim que causam dores, mudanças, medos.
Tenho sim curiosidade em saber como é o outro lado. Costumo ser transparente e é sempre muito fácil saber o que eu penso. Mas e o outro lado?
Penso em tão no que eu pensaria.
E logo me vem uma música à cabeça, se eu tivesse cometido erros, ou apenas andado por caminhos que não devesse...
Acho que meu primeiro pensamento seria: há ainda tempo? Diante dos nossos erros, será que a paciência, a tolerância do outro ainda suporta?
Pensaria que havia coisas que eram óbvias até a uma criança. Como eu poderia não ter visto que causaria o dano, a dor? Será mesmo que eu não sabia que perder o que eu tinha seria recuperar toda a falta de paz que eu tinha? A falta em si. A morte da esperança.
Ficaria pensando... O que eu havia dado ao outro tinha sido tão pouco. Ou quase nada.
Quando notasse que sim, acabou todo o tempo, e que o cristal quebrado não poderia mais ser refeito, pensaria que haveria perdido o melhor amigo e amor. E tudo porque apenas eu o deixei ir embora. Tudo por culpa minha. E acho que isso me deixaria sim triste e infeliz.
Pensaria que eu daria tudo pra voltar atrás e tentar fazer diferente. Iria tentar entender, porque, meu Deus, porquê eu tinha de ter feito tudo de mal pra quem eu amava tanto?
Perceberia que...
eu não sairia impune dos meus erros. Que o outro tem princípios, tem inteligência e que é horrível e triste de admitir, mas eu fui muito mau. E perceber que agora tudo que era amor pra mim são lágrimas, que às vezes eu finjo que não choro, mas que me atormentam a cada lembrança.
E relembraria que nada tenho mais para argumentar, para convencer, para tentar.
O outro estaria leve, sem culpa, sem remorsos. Eu saberia que ele havia feito de tudo. Implorou, pediu, tentou. A tranquilidade do outro diante do meu sofrimento ampliaria a minha dor. Mas no fundo eu saberia. Ele só está tranquilo por que fez realmente o que pôde.
Eu não iria desistir de tentar. Mas entenderia que já fiz muito mal a quem eu amava e deixaria ele seguir em frente, como uma última e talvez única prova de amor. Não poderia mais expor alguém que me havia sido tão bom a tanto sofrimento. E isso me traria dor. Sim. Mas seria minha decisão final, afinal o outro já haveria dito adeus.
Eu quereria pedir pra ficar... Mas nada iria adiantar. Ia prometer melhorar. Mas quem iria acreditar? Entenderia que eu podia ter errado, e ser perdoado. Mas fiz o outro sangrar. Não há mais como recomeçar diante disso.
Eu tentaria apenas dizer que...
Não era pra ter sido assim, que eu não pretendia magoar e ferir tanto e que realmente não sei ainda o que me fez cometer tantos erros com que nunca mereceu nada mais que coisas boas e que me pedia apenas pelo meu amor e respeito, que eu não sabia dar.
Eu saberia que esta era a melhor coisa que eu já havia tido e mesmo assim deixei ir:
Saberia que este havia sido meu maior erro...
Não ia querer ficar mal, nem sozinho. Mas eu me conformaria, porque teria sido exatamente o que eu procurei. Eu ia saber que fiz tudo sem pensar.
Saberia que meu crime é sem perdão. Que foram erros tão vulgares, que com o fim de bebedeiras, de loucuras eu enxergaria como incabíveis. Saberia que eu falei e fiz tudo sem pensar. E lembraria do outro. E isso não seria bom pra mim. Porque eu ainda precisaria seguir em frente, esquecer, começar de novo. Viver uma outra vida, com outro alguém e tentaria não quebrar mais o cristal da confiança.
Teria a esperança que mesmo que cada canção de amor abre a ferida que não vê fim. E que cada fração da dor agora é chuva e cai em mim. Mas tudo vai passar, como tudo passará.
E saberia de algum jeito que o outro pode um dia sim me perdoar. Talvez não agora. E isso seria já um grande presente. E eu desejaria ao outro toda a felicidade do mundo. Pois era apenas isso que ele queria me trazer e eu não soube aceitar e retribuir. E assim, em paz, para os dois lados, seguiria em frente. E guardaria o silêncio apenas para não denegrir mais ainda o enxame de memórias ruins.
Me peguei pensando em como seria se eu fosse o outro, diante de tantas decisões tomadas por mim que causam dores, mudanças, medos.
Tenho sim curiosidade em saber como é o outro lado. Costumo ser transparente e é sempre muito fácil saber o que eu penso. Mas e o outro lado?
Penso em tão no que eu pensaria.
E logo me vem uma música à cabeça, se eu tivesse cometido erros, ou apenas andado por caminhos que não devesse...
Acho que meu primeiro pensamento seria: há ainda tempo? Diante dos nossos erros, será que a paciência, a tolerância do outro ainda suporta?
Pensaria que havia coisas que eram óbvias até a uma criança. Como eu poderia não ter visto que causaria o dano, a dor? Será mesmo que eu não sabia que perder o que eu tinha seria recuperar toda a falta de paz que eu tinha? A falta em si. A morte da esperança.
Ficaria pensando... O que eu havia dado ao outro tinha sido tão pouco. Ou quase nada.
Quando notasse que sim, acabou todo o tempo, e que o cristal quebrado não poderia mais ser refeito, pensaria que haveria perdido o melhor amigo e amor. E tudo porque apenas eu o deixei ir embora. Tudo por culpa minha. E acho que isso me deixaria sim triste e infeliz.
Pensaria que eu daria tudo pra voltar atrás e tentar fazer diferente. Iria tentar entender, porque, meu Deus, porquê eu tinha de ter feito tudo de mal pra quem eu amava tanto?
Perceberia que...
eu não sairia impune dos meus erros. Que o outro tem princípios, tem inteligência e que é horrível e triste de admitir, mas eu fui muito mau. E perceber que agora tudo que era amor pra mim são lágrimas, que às vezes eu finjo que não choro, mas que me atormentam a cada lembrança.
E relembraria que nada tenho mais para argumentar, para convencer, para tentar.
O outro estaria leve, sem culpa, sem remorsos. Eu saberia que ele havia feito de tudo. Implorou, pediu, tentou. A tranquilidade do outro diante do meu sofrimento ampliaria a minha dor. Mas no fundo eu saberia. Ele só está tranquilo por que fez realmente o que pôde.
Eu não iria desistir de tentar. Mas entenderia que já fiz muito mal a quem eu amava e deixaria ele seguir em frente, como uma última e talvez única prova de amor. Não poderia mais expor alguém que me havia sido tão bom a tanto sofrimento. E isso me traria dor. Sim. Mas seria minha decisão final, afinal o outro já haveria dito adeus.
Eu quereria pedir pra ficar... Mas nada iria adiantar. Ia prometer melhorar. Mas quem iria acreditar? Entenderia que eu podia ter errado, e ser perdoado. Mas fiz o outro sangrar. Não há mais como recomeçar diante disso.
Eu tentaria apenas dizer que...
Não era pra ter sido assim, que eu não pretendia magoar e ferir tanto e que realmente não sei ainda o que me fez cometer tantos erros com que nunca mereceu nada mais que coisas boas e que me pedia apenas pelo meu amor e respeito, que eu não sabia dar.
Eu saberia que esta era a melhor coisa que eu já havia tido e mesmo assim deixei ir:
Saberia que este havia sido meu maior erro...
Não ia querer ficar mal, nem sozinho. Mas eu me conformaria, porque teria sido exatamente o que eu procurei. Eu ia saber que fiz tudo sem pensar.
Saberia que meu crime é sem perdão. Que foram erros tão vulgares, que com o fim de bebedeiras, de loucuras eu enxergaria como incabíveis. Saberia que eu falei e fiz tudo sem pensar. E lembraria do outro. E isso não seria bom pra mim. Porque eu ainda precisaria seguir em frente, esquecer, começar de novo. Viver uma outra vida, com outro alguém e tentaria não quebrar mais o cristal da confiança.
Teria a esperança que mesmo que cada canção de amor abre a ferida que não vê fim. E que cada fração da dor agora é chuva e cai em mim. Mas tudo vai passar, como tudo passará.
E saberia de algum jeito que o outro pode um dia sim me perdoar. Talvez não agora. E isso seria já um grande presente. E eu desejaria ao outro toda a felicidade do mundo. Pois era apenas isso que ele queria me trazer e eu não soube aceitar e retribuir. E assim, em paz, para os dois lados, seguiria em frente. E guardaria o silêncio apenas para não denegrir mais ainda o enxame de memórias ruins.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Tchau Jair
Tanta coisa me aconteceu nesses dias que agora cai em mim de que o cara que eu maissssss gostava de ver cantando morreu e eu nem sequer consegui expressar o que o quanto ele era o cara pra mim.
Poucas vezes vi um intérprete se apoderar tão bem de uma letra, e em Disparada, de Geraldo Vandré, vejo ele mesmo dizendo as frases, tão fortes...
"Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo, a morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar, eu vivo pra consertar"
Música que relembra a ditadura, mas que hoje, fala tanto comigo. Ver as coisas ruins e me manter forte. Viver pra consertar...
"E nos sonhos que fui sonhando, as visões se clareando
As visões se clareando, até que um dia acordei"
Com todo mundo é assim? Viver querendo consertar, até que as visões se clareiem e fatalmente tenhamos que acordar de um sonho?
"Então não pude seguir valente em lugar tenente
E dono de gado e gente, porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente
Se você não concordar, não posso me desculpar
Não canto pra enganar, vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar"
Penso muito na letra como um caso onde se tenta tanto por tanto tempo, passando por cima de tudo, pra seguir um sonho, uma idéia. Mas que em algum momento, por sermos gente, não apenas gado que a gente tange em ferro engorda e mata, temos que acordar e seguir em frente, deixando pra trás aquilo que nos era crucial. E assim é, tentar cantar em outro lugar.
Voltando ao Jair, penso nele como um cara tão bom, tão bom, que Deus permitiu que se fosse numa calmaria, sem dor, num descanso. Vejo sua família e a admiro. Bases sólidas.
Letra simples, não sei quem compôs. Mas imagino o seu Jair dizendo isso pra sua Luciana.
"O filho do seu menino ficou rapaz
Garoto de gênio bom e trabalhador
Criado pra ser um homem
Pra ser bom pai tem que ser bom filho
Quem tem palavra é nesse mundo um vencedor
Quem olha só os prazeres que a vida traz
E vive nas entrelinhas dos homens sem raiz
Se enche de amores falsos
Pois hoje em dia tem gente que vive de fantasia
No desespero de ser feliz"
E quando penso nessa musiquinha, boba, vejo tantos valores incutidos...
Pra ser um bom pai tem que ser um bom filho. O que é que eu aprendi com meus pais? Dou orgulho ou alegrias a eles? Onde está minha raiz? E pra que eu olharia apenas pros prazeres que a vida traz, sem me apegar a algo mais valioso e eterno?
Em Vaqueiro de Profissão, um pedacinho que fala de mim também:
"Quando eu vejo boi desgarrado
Sinto que todo gado
Escapasse da minha mão"
Pra que esse controle todo? Quando na verdade não consigo controlar nada. Nem sequer minhas vontades?
Podia ficar aqui falando de tantas que eu amo... Na voz dele...
O cravo e a rosa...
Majestade, o Sabiá... Acho que a letra mais linda de uma canção. Abençoada Roberta Miranda...
O meu mantra de hoje em dia: Tristeza
"Quero de novo cantar
Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora
Está vendo o meu fim
Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar à aquela vida de alegria
Quero de novo cantar"
E só isso que espero. Voltar àquela vida de alegria... E de novo cantar!
No fim, o que vale é levar o outro mantra:
"Deixa que digam
Que pensem
Que falem"
Poucas vezes vi um intérprete se apoderar tão bem de uma letra, e em Disparada, de Geraldo Vandré, vejo ele mesmo dizendo as frases, tão fortes...
"Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo, a morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar, eu vivo pra consertar"
Música que relembra a ditadura, mas que hoje, fala tanto comigo. Ver as coisas ruins e me manter forte. Viver pra consertar...
"E nos sonhos que fui sonhando, as visões se clareando
As visões se clareando, até que um dia acordei"
Com todo mundo é assim? Viver querendo consertar, até que as visões se clareiem e fatalmente tenhamos que acordar de um sonho?
"Então não pude seguir valente em lugar tenente
E dono de gado e gente, porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente
Se você não concordar, não posso me desculpar
Não canto pra enganar, vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar"
Penso muito na letra como um caso onde se tenta tanto por tanto tempo, passando por cima de tudo, pra seguir um sonho, uma idéia. Mas que em algum momento, por sermos gente, não apenas gado que a gente tange em ferro engorda e mata, temos que acordar e seguir em frente, deixando pra trás aquilo que nos era crucial. E assim é, tentar cantar em outro lugar.
Voltando ao Jair, penso nele como um cara tão bom, tão bom, que Deus permitiu que se fosse numa calmaria, sem dor, num descanso. Vejo sua família e a admiro. Bases sólidas.
Letra simples, não sei quem compôs. Mas imagino o seu Jair dizendo isso pra sua Luciana.
"O filho do seu menino ficou rapaz
Garoto de gênio bom e trabalhador
Criado pra ser um homem
Pra ser bom pai tem que ser bom filho
Quem tem palavra é nesse mundo um vencedor
Quem olha só os prazeres que a vida traz
E vive nas entrelinhas dos homens sem raiz
Se enche de amores falsos
Pois hoje em dia tem gente que vive de fantasia
No desespero de ser feliz"
E quando penso nessa musiquinha, boba, vejo tantos valores incutidos...
Pra ser um bom pai tem que ser um bom filho. O que é que eu aprendi com meus pais? Dou orgulho ou alegrias a eles? Onde está minha raiz? E pra que eu olharia apenas pros prazeres que a vida traz, sem me apegar a algo mais valioso e eterno?
Em Vaqueiro de Profissão, um pedacinho que fala de mim também:
"Quando eu vejo boi desgarrado
Sinto que todo gado
Escapasse da minha mão"
Pra que esse controle todo? Quando na verdade não consigo controlar nada. Nem sequer minhas vontades?
Podia ficar aqui falando de tantas que eu amo... Na voz dele...
Majestade, o Sabiá... Acho que a letra mais linda de uma canção. Abençoada Roberta Miranda...
O meu mantra de hoje em dia: Tristeza
"Quero de novo cantar
Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora
Está vendo o meu fim
Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar à aquela vida de alegria
Quero de novo cantar"
E só isso que espero. Voltar àquela vida de alegria... E de novo cantar!
No fim, o que vale é levar o outro mantra:
"Deixa que digam
Que pensem
Que falem"
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Empurrão
Em cima de um muro. Sem saber pra que lado pular. Sem ninguém pra ajudar a decidir. Sem motivos pra ir. Ou pra ficar. Esperar.
Estranhando tudo. A todos.
Estranhando tudo. A todos.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Desilusão
Quando você pensa que já viu tudo. Que já se surpreendeu com tudo. Que já sofreu o suficiente. Vem a onda e te mostra que mesmo sabendo nadar, você ainda vai se arrebentar no areia áspera da praia.
Dizem que aprendemos com a dor. Acho que eu já me cansei de ser tão boa aluna e aprender tudo tão bem. Só queria poder manter as coisas que me faziam bem.
Mundo de ilusões, mentiras. Como diria Carlos Drummond de Andrade:
"Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida."
Dizem que aprendemos com a dor. Acho que eu já me cansei de ser tão boa aluna e aprender tudo tão bem. Só queria poder manter as coisas que me faziam bem.
Mundo de ilusões, mentiras. Como diria Carlos Drummond de Andrade:
"Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida."
Isso que sou... inadaptável às mentiras. Não merecia levar tantos tombos.
Quem sou eu pra julgar.
As vezes sem querer fazemos algo de muito ruim aos outros. Que precisamos pagar. Expiar. Será?
Medo.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Demora
Sempre que fico muito tempo sem escrever acabo não sabendo por onde recomeçar.
Tantos assuntos... tantas coisas...
Acabei de ler: A felicidade só é real quando é dividida. Será? Depois de ter meus momentos sozinha, de saber dar valor a uma boa leitura, a um momento só meu, percebo que dividir algo bom com alguém especial é, sim, diferente. É mais real. É mais saboroso.
É como se assim houvesse pra quem contar, de quem contar, com quem rir, com quem chorar, com quem ter medo.
São os fragmentos da alegria que mostram o que é a felicidade. E os momentos de melancolia, angústia, tristeza, dor e desespero também temperam o dia-a-dia, para que saibamos valorizar o bem.
Mas, li também, que quando tudo vai bem, o melhor a se fazer é não se contar a ninguém. E descubro neste pensamento uma grande verdade! Ninguém precisa saber do seu andar, do seu passar, do que vai bem, do que vai mal. Aquele que sabe, sabe porquê está perto. Não foi preciso contar. Ele foi participante... E assim, longe do olhar malvado, invejoso, o bem cresce. A planta que muitas vezes moribunda, sufocada, consegue crescer, reviver. Ser de novo, ser mais forte.
E aí vem também aquele sentimento de querer contar ao mundo o que é. De fazer saber que é. Que você é. E guardar tudo isso numa caixinha é tão difícil. Faz bem ser público. Faz bem que todos saibam que se é. Ao mesmo tempo que expõe, protege. Aproxima e afugenta. Muitos paradoxos pra pensar agora. Só sei que gostaria de ser sabida.
E às vezes, de ser ignorada.
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante. Que acaba sempre retomando seus pensamentos. Que acaba sempre sendo a mesma. Que bom. Gosto de ser quem sou. Admiro quem é o que é. Melhor, mais doce, mais confiante. Mas sempre com a mesma peculiaridade que faz o diferente ser sempre melhor.
Boa semana :)
Tantos assuntos... tantas coisas...
Acabei de ler: A felicidade só é real quando é dividida. Será? Depois de ter meus momentos sozinha, de saber dar valor a uma boa leitura, a um momento só meu, percebo que dividir algo bom com alguém especial é, sim, diferente. É mais real. É mais saboroso.
É como se assim houvesse pra quem contar, de quem contar, com quem rir, com quem chorar, com quem ter medo.
São os fragmentos da alegria que mostram o que é a felicidade. E os momentos de melancolia, angústia, tristeza, dor e desespero também temperam o dia-a-dia, para que saibamos valorizar o bem.
Mas, li também, que quando tudo vai bem, o melhor a se fazer é não se contar a ninguém. E descubro neste pensamento uma grande verdade! Ninguém precisa saber do seu andar, do seu passar, do que vai bem, do que vai mal. Aquele que sabe, sabe porquê está perto. Não foi preciso contar. Ele foi participante... E assim, longe do olhar malvado, invejoso, o bem cresce. A planta que muitas vezes moribunda, sufocada, consegue crescer, reviver. Ser de novo, ser mais forte.
E aí vem também aquele sentimento de querer contar ao mundo o que é. De fazer saber que é. Que você é. E guardar tudo isso numa caixinha é tão difícil. Faz bem ser público. Faz bem que todos saibam que se é. Ao mesmo tempo que expõe, protege. Aproxima e afugenta. Muitos paradoxos pra pensar agora. Só sei que gostaria de ser sabida.
E às vezes, de ser ignorada.
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante. Que acaba sempre retomando seus pensamentos. Que acaba sempre sendo a mesma. Que bom. Gosto de ser quem sou. Admiro quem é o que é. Melhor, mais doce, mais confiante. Mas sempre com a mesma peculiaridade que faz o diferente ser sempre melhor.
Boa semana :)
Assinar:
Postagens (Atom)